Snowboard: os riscos do esporte

Aventurar-se pelas montanhas, seja esquiando ou fazendo snowboard, é, de fato, um risco. Nessa temporada de inverno para o Hemisfério Norte, algumas foram as notícias de acidentes envolvendo esses dois esportes, considerados radicais. Em dezembro, o piloto alemão Michael Schumacher entrou em coma por conta de um acidente enquanto esquiava nos Alpes franceses. No mês passado, a ginasta brasileira Lais Souza teve uma fratura na terceira vértebra da coluna cervical enquanto treinava para as Olimpíadas de Inverno de Sochi. E neste sábado (15) foi notícia em todo o país a morte do brasileiro Iago Bezerra Santos Constante Martins (18), que bateu a cabeça contra uma árvore em uma estação de esqui na Califórnia.
Seja onde for, esses acidentes são mais comuns do que se houve falar. Dois jovens morreram em uma avalanche em Aspen enquanto esquiavam fora dos limites da estação. Histórias assim acontecem e, por isso, é importante agir com cautela, respeitando sempre as regras. O blumenauense Tiago Henrique de Oliveira (23), que está em Aspen para trabalhar na temporada, teve uma pequena perfuração no pulmão após colidir contra uma árvore na última quinta-feira (13). Praticante de snowboard há pouco mais de dois meses, ele foi para uma volta com os amigos, como de costume e após perder o controle da prancha sofreu o acidente. Dois amigos o ajudaram a sair da trilha.
Tiago cumpriu uma das regras número um entre os praticantes do esporte é: nunca ir para trilhas das árvores desacompanhado. A presença dos amigos foi essencial para que ele conseguisse sair do local, já que a prancha ficou presa na neve. A apenas duas semanas antes de ir para casa, o jovem se recupera rapidamente, apesar do susto. Eu estava em uma trilha fechada com árvores, havia acabado de passar por umas elevações, o que me fez aumentar a minha velocidade involuntariamente. De repente, me deparei com uma curva fechada, tentei frear, mas não consegui a tempo e, literalmente, voei em direção à árvore, batendo muito forte com a minha costela. Fiquei por volta de dois minutos sem conseguir respirar direito e com dificuldade para falar. A dor só veio minutos depois,, relata o brasileiro.
Funcionário de uma loja de aluguel e venda de equipamentos, Tiago já voltou a trabalhar neste sábado (15) e garante que não vai parar com o esporte, apenas agir com um pouco mais de cautela.
A lição aprendida foi ficar longe das árvores. Segundo o blumenauense, é difícil calcular a velocidade, mas estima que estivesse em torno de 40 km/h. Ele acredita que poderia ter evitado o acidente se estivesse andando mais devagar. Apesar disso, se considera sortudo por ter sofrido ferimentos leves. Se eu tivesse batido com a cabeça na árvore nessa mesma intensidade, poderia ser muito grave, mesmo usando o capacete, destaca.
Tiago mal pode esperar para que passe uma semana do acidente e ele possa , com indicação médica, aproveitar a última semana em Aspen, praticando é claro, snowboard com um pouco mais de cautela.
Phamela Hinhel/Especial Rádio Cidade


