Durante a manhã desta quarta-feira (4), o secretário de governo e gestão estratégica Willian Molina participou do programa Rádio Revista Cidade para falar sobre a arrecadação do município e os problemas que a Prefeitura de Brusque teme em breve por conta do rápido crescimento da folha de pagamento nos últimos anos.
Um levantamento apresentado por ele dá conta que nos últimos nove anos, a folha de pagamento do município saltou de R$ 52 milhões em 2009 para um valor estimado em R$ 216 milhões para 2018. Esse valor atualmente representa 54,6% de todo o orçamento do município, índice acima do limite prudencial de 54%.
Nessa pesquisa feita com base nos dados da própria Prefeitura de Brusque, Molina afirmou que ao passo que a arrecadação subiu 169%, a folha de pagamento do executivo subiu 349% no mesmo período. Os dados envolvem apenas os salários dos funcionários, sem levar em conta gratificações e decisões judiciais.
De acordo com o secretário, se nenhuma medida ou discussão em torno do assunto for feita, levando em conta o crescimento vegetativo da folha e também a aplicação da inflação, o gasto com a folha de pagamento pode ultrapassar a casa dos R$ 400 milhões no exercício financeiro de 2022.
Uma das saídas para que esse problema não cresça é justamente o aumento na arrecadação, mas sem a criação de impostos. Por isso, a Prefeitura de Brusque lançará na próxima semana uma campanha de conscientização da população para a importância de que a nota fiscal seja exigida na hora da compra de qualquer produto.
Com isso, o imposto que já é pago na compra, quando declarado, teria uma fatia destinada ao município por lei. E esse valor pode ajudar em vários setores, que normalmente são sufocados pela folha de pagamento, como a saúde, que apesar do grande volume de recursos, sempre precisa de valores a mais.


