Desindustrialização avança e preocupa em SC
O presidente da Força Sindical de Santa Catarina, Osvaldo Mafra, esteve reunido com o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Glauco Cortez, para tratar sobre uma das maiores preocupações nos últimos meses em SC e em Brusque: a desindustrialização, que tem ameaçado empresas e trabalhadores.
A desindustrialização é o processo pelo qual a produção local é substituída pelos importados, enfraquecendo a indústria nacional e afetando as contas externas. A desindustrialização já prejudica, e muito, os setores têxtil, vestuarista, calçadista, de borracha, máquinas e metalúrgico, entres outros.
Entre especialistas, alguns afirmam que essa "praga" se chama China. Com o favorecimento da importação, hoje é muito mais barato trazer os produtos prontos da China e só etiquetar no Brasil. Sindicalistas e empresários são defensores da concorrência leal, para assim preservar os empregos e expandir a economia brasileira.
Conforme Osvaldo, se a desindustrialização continuar avançando, irá oferecer forte ameaça na diminuição da atividade econômica e, consequentemente, dos empregos.
Em Santa Catarina, o ICMS para os produtos importados é mais baixo que o nacional. Ou seja, uma concorrência desleal. Tanto Fiesc como Força Sindical defendem que medidas precisam ser tomadas para frear este avanço da desindustrialização, evitando o fechamento de muitas empresas e a inevitável demissão em massa a curto prazo no Estado catarinense.


