O baixo efetivo é o maior problema enfrentado por Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, entre outros órgãos que atuam no setor de segurança pública em Brusque. A proporção de profissionais não tem crescido na mesma que a população através dos anos. Situação que foi comprovada através de levantamento de dados sobre o assunto e que estão nas mãos de um grupo que discute a segurança pública na cidade.
Os números serão entregues para avaliação e elaboração de um projeto pela Câmara Municipal da cidade. Presidente da Comissão de Segurança Pública do Legislativo brusquense, o vereador Jean Daniel dos Santos Pirolla (PP) comenta que a diminuição de policiais no efetivo através doas anos é visível nos números coletados. A população de Brusque quase que dobrou e o número de policiais não cresceu no mesmo patamar, afirma.
Segundo dados fornecidos pela própria PM brusquense, em 1991 o efetivo de agentes no 18º Batalhão Policial Militar era de 82 policiais para os 57 mil habitantes da época. Ou seja, havia um policial para cada 700 habitantes. Em 2000, o número passou de 82 para 91 policiais e a proporção mudou de um para cada 836 moradores, haja vista que, na época, Brusque tinha cerca de 66 mil habitantes. Em 2012, no último levantamento feito pela PM, o efetivo era de 98 PMs, responsáveis por uma população de quase 110 mil habitantes. Um para cada 1.100 habitantes.
No Corpo de Bombeiros Militar, os números são ainda piores. Em 1982, quando a população de Brusque era de quase 42 mil habitantes, haviam 33 bombeiros trabalhando no município. Em 2013, mais de 30 anos depois, com uma população superior a 110 mil habitantes, o contingente é de 34 bombeiros. Ou seja, um aumento de 173% da população contra 18% do efetivo de bombeiros em Brusque, pontua Pirola.
O legislador afirma que esses números não são exclusividade do setor militar da segurança pública. A Polícia Civil, ou a polícia judiciária, como também é chamada, o Instituto Geral de Perícias (IGP), repleto de estagiários que buscam suprir a falta de efetivo, além do Departamento Estadual de Administração Prisional (Deap), também sofrem, e muito, com a falta de profissionais.
Em busca de melhorias neste quadro é que foi entregue para cada representante das instituições envolvidas as cópias dos relatórios. A intenção é que cada força (PM, BM, IGP, Deap, entre outros), sugiram pontos a serem melhorados. O retorno deve ser entregue nos próximos dias. Já existe, porém, o desejo da comissão de se reunir com o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), e o prefeito de Brusque, Paulo Eccel (PT), a fim de buscar formas para ampliar o efetivo para a Polícia Militar e da Guarda de Trânsito. Quanto a este último, já está programado para 2014 um novo concurso público para 30 agentes.
Se nós tivéssemos a Polícia Militar cuidando, apenas, do combate à criminalidade, com certeza o número de policiais existentes, mais o número ao qual estamos brigando agora, seria razoável, diz Pirola.
O relatório final, com as sugestões das entidades, será entregue e apresentado na Câmara de Vereadores de Brusque na sessão do dia 18 de fevereiro.



