O Grupo de Estudos Sul Livre (Gesul), com sede em Brusque, divulgou nesta semana o resultado oficial da pesquisa de opinião que teve início no dia 16 de outubro do ano passado e terminou a coleta de dados em 31 de janeiro de 2014 sobre o apoio da população à separação do Sul do restante do Brasil. Foram entrevistados 38.752 eleitores nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em todos os 98 municípios com mais de 50 mil habitantes. É o vigésimo segundo ano que a pesquisa é realizada.
De acordo com os números apurados pelo Gesul, 54,72% dos entrevistados são favoráveis a uma possível separação da região Sul do Brasil para a formação de um novo país. A pesquisa perguntou aos sulistas se o governo brasileiro permitisse um plebiscito para separar a região Sul, seu voto seria: a favor da separação, contra a separação, ou indeciso. Dos pesquisados, apenas 28,74% são contra a proposta defendida pelo Movimento O Sul é o Meu País, única entidade legalmente constituída no país que defende esta bandeira.
Celso Deucher, secretário-geral do Gesul, afirma que a pesquisa revela uma série de dados inéditos em pelo menos 60% das cidades pesquisadas. O estado onde se concentram os maiores índices de aprovação da proposta separatista é o Rio Grande do Sul: 62,84% dos gaúchos se declaram favoráveis à criação da República do Sul.
Santa Catarina não perde muito para o Rio Grande do Sul em termos de aprovação da proposta separatista. Segundo a pesquisa, 52,47% dos entrevistados são favoráveis a independência do Sul. Os menores índices de aprovação estão no Paraná, onde 46,69% dos pesquisados se declararam favoráveis à separação. A proposta separatista perde em pelo menos seis municípios do Sul: Araucária (PR), Cambé (PR), Colombo (PR), Foz do Iguaçú (PR), Londrina (PR) e Palhoça (SC).



