(VÍDEO) Moradores temem doenças por conta de água parada

Uma enorme poça de água está tirando a tranquilidade de moradores de uma transversal da Rua Fernando Dalago, no bairro Limeira Alta, em Brusque. A via não é regularizada e fica em um núcleo de moradias também irregular, cuja área foi invadida há muitos anos. A Prefeitura se nega a resolver o problema da água parada pelo fato de não ser legalizada a via.
Na última semana, a Rádio Cidade esteve no local e verificou in loco a situação. São entre 25 e 30 famílias que residem na rua, cuja extensão não passa de 200 metros. Ao final da mesma, a chuva que caiu e cai com frequência forma a poça de água, que fica por dias e dias até desaparecer com a ação do sol. Enquanto isso não ocorre, os moradores, sem condições financeiras para resolver o problema, precisam conviver com a dificuldade de acesso ás residências e o medo de doenças, como a dengue e outras que podem vir a afetá-los.
Fabricio Rodrigues, um dos moradores, vive no local há oito anos. Ele conta que chegou a enviar pedido à Prefeitura para que faça alguma ação emergencial a fim de acabar com a água parada no local. No entanto, nenhuma resposta tem sido dada há tempos.
“Isso está assim há meses. Liguei na Prefeitura, pedindo para trazerem um macadame ou máquina para espalhar, pelo menos para tirara água, nada de darem resposta ou resolver o problema”, destaca ela.
Enquanto a reportagem gravava a entrevista, o filho de Fabrício, que tem três anos de idade, saiu de casa e se pôs a brincar dentro da água, que tem coloração escura e barrenta. Situação que se repete, segundo ele, com outras crianças que residem ali.
O problema da água é urgente. Porém, não é o único com o qual os moradores precisam conviver. Ninguém ali tem água potável, que é captada de poços e consumida sem nenhum tipo de tratamento. A energia elétrica também é improvisada.
Tudo isso por conta de a área não ser regularizada. É que o espaço foi invadido há muitos anos, por famílias às quais, inclusive, muitas já venderam os espaços. Existe uma ação na justiça entre os atuais moradores e a família que alega ser a proprietária do terreno.
Esse seria o motivo, segundo o secretário de Obras da Prefeitura de Brusque, para que ações para resolver os problemas de infraestrutura não sejam executadas no local. Como a da poça de água que existe há meses ali.
Souza disse para a reportagem que os moradores precisam encaminhar um pedido para a Vigilância Sanitária, comprovando os riscos de saúde pública e do surgimento de doenças por conta desta situação. Com isso feito, a Secretaria de Obras tem amparo para resolver o problema da água parada.
Conforme Fabricio, esse encaminhamento já teria sido feito, mas o pedido de socorro não tem avançado com solução desde que encaminhado aos órgãos.
Enquanto isso, os moradores precisa desviar da água parada e torcer para que não chova mais, sob o risco de a situação ficar ainda pior.



