Mulheres que optaram por um meio que, tipicamente, é dominado por homens, mas que, como todas as mulheres, ganharam seu espaço e foram reconhecidas pelos serviços prestados em suas respectivas profissões. No Dia Internacional da Mulher (8) a Rádio Cidade conversou com duas mulheres militares da cidade de Brusque: a soldado BM Andreza Amorim Morais e a cabo PM Roberta da Silva.
A cabo Roberta, que hoje atua no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), conta que ainda existe certa estranheza quando ela atende ao telefone de emergência. “É engraçado quando uma pessoa de idade liga e diz 'é da polícia'? e a gente responde 'é sim, da Polícia Militar, cabo Roberta'.Nós já tivemos policiais aposentadas, com 25 anos de carreira, mas no início foi difícil batalhar para ser comparada igual ao homem”, conta.
Já para a soldado Andreza, que trabalha há quatro anos no Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, existe espaço para todos hoje no mercado, seja qual for a profissão. “Eu vejo que a mulher, como todo o ser humano, tem um papel da sociedade. Não só como mãe, hoje em dia a gente trabalha e consegue desenvolver vários papeis”, afirma a socorrista.
Ela também acredita que o trabalho feito entre homens e mulheres se complementa. “Não só no Corpo de Bombeiros, mas em toda profissão, eu acho que a melhor coisa é variar, é ter tanto homens quanto mulheres para fazer da melhor forma possível”.
Embora seja um ambiente predominantemente masculino, a soldado ainda conta que existe certo respeito dentro da profissão. “Na prova existem mais vagas para homens que para mulheres, então automaticamente tem mais homem na corporação. Mas de forma nenhuma causa desconforto, a gente é uma família aqui dentro, a gente é respeitada como profissional e como mulher”, completa a socorrista número um do Auto Socorro de Urgência (ASU) – a ambulância que atende às ocorrências de acidentes de trânsito, entre outras.
Por fim, a cabo da Polícia Militar, que atua como policial há 18 anos, destacou que, para ela, o Dia Internacional da Mulher é lembrar que mulher é guerreira – seja em casa, na profissão ou onde precisar. “A gente batalha no dia a dia a carreira profissional, cada uma escolhendo uma que se adeque mulher”, finaliza Roberta.
Colaborou Delamar Silva



