O Conselho é mero objeto de decoração, diz ex-presidente
O Conselho Municipal de Cultura de Brusque vive um momento de indefinição, depois que quatro de seus integrantes renunciaram às cadeiras que ocupavam. Entre eles o então presidente, Paulo Vendelino Kons. Com isso, surgiram nos últimos dias comentários de que todo o corpo de conselheiros também renunciaria.
Em entrevista à Reportagem da Rádio Cidade, o ex-presidente do CMC deixou claro, embora em outras palavras, seu descontentamento com a forma pela qual estaria sendo gerido o setor cultural em Brusque. Kons afirmou que o Conselho não estaria sendo ouvido e isso levou à sua renúncia e, segundo ele, possivelmente à dos outros três ex-integrantes (Luciano da Silva Mafra, Alessio Massaneiro e Sérgio Westrupp). “O Conselho é mero objeto de decoração”, disse.
O presidente da Fundação Cultural, Jocelito de Souza, que também é membro do CMC, não acredita em renúncia coletiva do Conselho. “Desconheço isso. Acho que é pura especulação. Na verdade, houve uma grande renovação recente, várias câmaras temáticas trocaram de representantes e isso é muito saudável. Todo esse processo vai gerar uma grande renovação no Conselho”, disse.
Sobre a escolha dos novos membros para preencher as quatro vagas em aberto, Jocelito afirma que esta é uma decisão que deveria sair durante a 2ª Conferencia Municipal de Cultura, programada para o final de semana que passou, mas que foi suspensa e adiada para o dia 28.
O presidente da Fundação diz ainda que o CMC é autônomo e não cabe ao governo a tarefa de indicar um novo presidente. Esta tarefa é de incumbência dos conselheiros que o integram.


