Delegado traz detalhes da dinâmica do assalto em relojoaria

O delegado Fernando Luis de Farias acredita que pode haver mais do que cinco pessoas envolvidas no roubo à joalheria do bairro Jardim Maluche, nesta terça-feira. A forma de atuação dos criminosos também faz o delegado acreditar que, pelo menos, parte do grupo não seja da cidade.
Desde o crime, afirma, todos os policiais da Divisão de Roubos e Furtos, além de integrantes de outras divisões foram empregados para busca e avaliação de provas que pudessem ajudar na identificação dos autores da ação. O veículo usado no deslocamento até o local e na fuga foi apreendido e passou por perícia. Ele havia sido furtado e teve a placa trocada para dificultar a identificação e não chamar a atenção na cidade.
Pela característica e forma de atuação no crime, ele acredita que os autores sejam oriundos de outros municípios. “Isso não é característico nosso. Brusque não tem este tipo de delito, nossos criminosos, aqui, não tem essa característica, essa violência toda. Então a gente acredita que não sejam aqui de Brusque, mas, claro, não descartamos a possibilidade que algum participante aqui de Brusque”.
Desorganizado
Para o delegado, outro ponto que chamou a atenção durante as investigações foi a execução do crime. Os envolvidos tentaram arrombar um vidro do estabelecimento. Sem sucesso acabaram levando peças do mostruário em valor estimado de R$ 85 mil a R$ 90 mil.
De acordo com o delegado, o acionamento do sistema de segurança foi importante para evitar um prejuízo ainda maior. “O sistema de segurança do local foi decisivo para evitar a continuidade do crime”.
“Na realidade, notamos uma certa desorganização deles, ali, no caso. Estavam um tanto quanto atrapalhados, a divisão das funções não estava bem definida. É claro que, possivelmente, eles fizeram um estudo do local, que ninguém vai sair de uma cidade vizinha ou aqui mesmo e entrar em um local sem saber onde estavam pisando”
Prejuízos de investigação
No fim da manhã, uma nota emitida pela PC, relatava “prejuízos na investigação” por conta da divulgação de informações sobre o andamento dos trabalhos. Segundo o delegado, a publicização de dados como número de envolvidos, sexo, veículos usados atrapalha as investigações por antecipar aos criminosos as ações policiais.
“A Polícia Civil dificilmente vai divulgar dados mais específicos, mais concretos a cerca de uma investigação. Divulgamos, sim, após o encerramento da investigação, porque, aí, não vai.
Prisão
Um dos envolvidos foi preso na ultima quinta-feira (26), em São João Batista. A prisão foi efetuada pela Polícia Civil de São João Batista. Que através de investigações abordou um Fox prata na Rua Otaviano Dadam, em frente ao Fórum da cidade.
Esse é o primeiro detido dos cinco envolvidos no crime. Na vistoria veicular a polícia encontrou toucas balaclavas, mapa da joalheria, dinheiro e joias


