Os problemas com a falta e a demora para o retorno da energia elétrica em Botuverá, qaundo de quedas da mesma, foram motivos para uma audiência pública na manhã desta quinta-feira (18), no plenário da Câmara de Vereadores. O primeiro encontro serviu para ouvir as reivindicações da população e apresentar melhorias que as Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) têm feito no município.
Segundo o chefe regional da agência da Celesc de Blumenau, Claudio Varella, o maior volume de interrupções ocorreu no final do ano passado e isso está relacionado a eventos climáticos, como até mesmo o El Niño. “Dependendo da severidade do evento, a questão da falta de energia pode ser relacionada de quatro horas e até dez horas. Mas a gente reforça que, em Botuverá, sempre a falta de energia está associada à vegetação”, explicou.
Em alguns momentos da reunião, os moradores tiveram a oportunidade de expor problemas com a falta de energia elétrica em bairros da cidade. Conforme o prefeito de Botuverá, Nene Colombi, a partir de agora o município deve cobrar da Celesc as melhorias citadas no encontro. “Nosso problema hoje e até a vinda da Celesc não é para a qualidade da energia, mas, sim, da falta”.
LEI
Um dos pontos também abordados foi um projeto lei que está tramitando nas comissões da Câmara de Vereadores. Ele autoriza o corte de vegetação, como o eucalipto, por exemplo. “Se nós tivermos essa lei, a tendência é diminuir a falta de energia”, completou o chefe regional.
O projeto é de autoria do Executivo. Na última terça-feira, a Prefeitura de Botuverá encaminhou ao Legislativo para ser analisado e votado. “A população tem que fazer a sua parte. A Prefeitura vai fazer a parte dela, que é encaminhar essa lei para os vereadores para que eles aprovem e autorizem a Celesc para fazer essa derrubada”, explicou Colombi.



