Água mal conservada pode estimular o aparecimento de parasitoses intestinais
A chegada dos temporais facilita a disseminação de muitas doenças, dentre elas, as parasitoses intestinais, conhecidas popularmente como verminoses. Os diversos tipos de parasitas, na maioria instalam-se no intestino e a transmissão pode ocorrer por meio da água, de alimentos, do solo e de pessoas contaminadas.
A grande variedade de parasitas incomoda a população e os mais passíveis ao desenvolvimento são as crianças, em razão da falta de higiene adequada e devido ao contato direto com os vermes em escolas, creches e parques, locais propícios à instalação. Não há uma estimativa oficial no País que aponte a incidência da doença, porém, calcula-se que 55% dos jovens brasileiros sejam portadores de diversos tipos de parasitas diferentes.
Como sinal de alerta ao surgimento das parasitoses intestinais, o corpo demonstra alguns indícios como dores abdominais, diarreia, náusea, vômitos, alteração das características das fezes, falta de apetite e perda de peso. Nos casos de maior duração da verminose, os sintomas são mais severos, podendo levar à anemia profunda, cansaço corporal permanente e tontura.
O foco na eliminação das parasitoses é feito diretamente na ação do verme. Os medicamentos são específicos para cada caso, o que elevam o índice de cura. Mesmo que não haja motivo para alardes, já que a maioria das parasitoses são facilmente curáveis, os exames laboratoriais, especialmente o de fezes, facilitam o rápido diagnóstico.
Em alguns casos, apenas uma amostra não é suficiente para detectar o parasita no organismo, o que exige a presença de outras amostras para evitar erros no resultado dos testes. É pouco frequente, mas pode acontecer, em alguns históricos, o requerimento de exames como endoscopia e sorologia (detecção de anticorpos).
Para evitar o desenvolvimento das parasitoses intestinais, recomenda-se:
- Lave bem as mãos sempre que usar o banheiro ou antes das refeições;
- Conserve as mãos sempre limpas, unhas aparadas, e evite colocar a mão na boca;
- Beba somente água filtrada ou fervida;
- Lave bem os alimentos antes do preparo, principalmente se forem consumidos crus;
- Ande somente calçado;
- Coma carne apenas bem passada;
- Não deixe as crianças brincarem em terrenos baldios, com lixo ou água poluída.
Fonte: saudeempautaonline.com.br - Entrevista com Rodrigo Angerami, médico infectologista, da Universidade Estadual de Campinas (SP)


