Os perigos do peso excessivo nas costas dos alunos
O corpo humano tem 630 músculos que trabalham para que tenhamos movimentos. Os que ficam nas costas também fazem a sustentação da coluna vertebral. Com 40% mais força que a musculatura abdominal, a musculatura das costas é a mais forte do corpo humano e tem capacidade para suportar peso, por isso, é nas costas que se costuma colocar o que precisa ser carregado.
O ano letivo está por começar e os estudantes pegam suas mochilas para a volta às aulas. Livros e cadernos são acomodados em mochilas para serem levados nas costas, deixando as mãos livres. Mas não se pode exagerar. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 85% das pessoas sentem dores nas costas decorrentes de problemas na coluna.
A grande vilã dessas dores é a má postura, mas a origem pode estar também na infância e na adolescência, relacionada ao excesso de peso, ao tamanho da mochila e à maneira como ela é carregada.
A rotina de carregar peso pode acarretar problemas à saúde. Uma referência essencial é que o peso da mochila nunca deve ultrapassar o equivalente a 10% do peso da criança ou adolescente. O risco apresentado pelas mochilas não reside apenas no volume, mas na forma como são utilizadas.
Um dos erros mais frequentes acontece quando o estudante coloca apenas uma das correias no ombro e sobrecarrega um só lado do corpo. A maneira correta é usar as duas alças, uma em cada ombro. Além disso, é preciso arrumar os objetos dentro da mochila de forma que os itens mais pesados estejam no fundo e próximos ao corpo.
A moda sugere que as alças da mochila fiquem compridas, mas é preciso coibir essa posição. A mochila deve ser posicionada oito centímetros acima da cintura. Cabe lembrar que a questão é a saúde e não a moda.
No que se refere ao modelo mais adequado para as crianças pequenas, são recomendadas as mochilas com rodas grandes, que rolam melhor em qualquer terreno e são mais fáceis de puxar nas escadas. Lembre de puxar a mochila alternando as mãos para não sobrecarregar só um dos braços.
Outro ponto relevante é o uso racional do material escolar. Os estudantes tendem a levar o que não precisam pela preguiça de arrumar diariamente a mochila apenas com livros e cadernos correspondentes às aulas do dia. Nesse caso, a sugestão é que as escolas pensem no modelo americano, no qual há divisões especiais das matérias diárias ou armários para que os alunos guardem alguns materiais escolares.
Além disso, o planejamento das aulas pode evitar que em um único dia da semana o aluno tenha que levar materiais de disciplinas diversas. A escola e pais ou responsáveis precisam ficar atentos para evitar que a criança carregue peso excessivo.
Estudante que usa o transporte coletivo deve saber que as mochilas atrapalham os outros passageiros. Dentro do ônibus ou do metrô, o certo é tirar a mochila das costas e segurá-la nas mãos como se fosse uma sacola. Durante a viagem, dê um descanso às costas, colocando a mochila no colo ou no chão.
Trecho de artigo do ortopedista Fabio Ravaglia, presidente do Instituto Ortopedia & Saúde. Link do texto completo: http://ios.umacentral.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=79:portadores-de-diabetes-podem-fazer-atividades-fisicas&catid=38:artigos&Itemid=74


