Ser a primeira legenda a apresentar, de forma oficial, o nome de um pré candidato à Prefeitura para as eleições deste ano foi uma forma de responder aos pedidos da militância. Palavras do presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) de Brusque, Felipe Belotto Santos, quanto ao anúncio de que José Gustavo Halfpap será aposta para a disputa em outubro próximo.
Na avaliação de Beloto, o PT brusquense vive um momento diferenciado em relação aos outros anos. Será a primeira eleição em que o nome do ex-prefeito Paulo Eccel não figurará na linha de frente das urnas: ele foi candidato do partido nas últimas quatro eleições, vencendo duas delas.
“Já estávamos debatendo, enquanto partido, quanto a cenários, nominata de vereadores e ao Executivo, há algum tempo. Havia uma cobrança dos militantes para que houvesse uma movimentação, já que o principal nome não poderia mais disputar por conta da legislação eleitoral”, comenta Belotto.
No ano passado, no mês de maio, foi formado um grupo dentro do partido para já pensar a sucessão em 2016. Grupo este do qual faziam parte o próprio Paulo Ecel, além de Hafpap, Belotto, os vereadores Valmir ludvig, Marli Leandro e José Isaias Vechi, bem como os ex-secretários de governo Cedenir Simon, Ana Ludvig, Alan Alcântara e Patricia Pickoz Freitas.
Belotto afirma que esse grupo ficou responsável por tratar das questões de sondagem quanto a nome se analisar quais teriam condições de serem lançados à disputa. “Como não se tinha uma candidatura natural, por um período se cogitou vários nomes, entre ex-secretários e vereadores, além de diversas lideranças do partido”, frisa ele.
O trânsito com outros partidos, a experiência de ter atuado em todos os poderes (Executivo Legislativo e Judiciário) pesaram para que pó grupo indicasse o nome de Halfpap para a pré-candidatura. “O Gustavo é um quadro político da cidade que, entre as pessoas que conheço, talvez é um dos currículos mais densos do município”.
Ainda de acordo Belotto, o nome de Halfpap é o que tem mais condições de trabalhar a manutenção do que define como legado do governo Paulo Eccel. Legado que teve seu início quando da primeira disputa do partido, embora ainda não com o ex-prefeito, em 1988: desde aquele ano, o PT disputou toas as eleições com cabeça de chapa.
“O PT foi testado na urna por várias vezes, testado no governo, reeleito e hoje tem um lago para a sociedade. Encontramos um nome para manter esse legado e manter a continuidade do que vínhamos fazendo”, prossegue.
O presidente do PT local nega que o anúncio do nome de Halfpap seja uma forma de antecipar o debate das eleições deste ano e até de fortalecer o mesmo perante a sociedade. “Neste período, é normal que os partidos lancem candidatos”.
Definido o nome, coube ao grupo apresentar ao partido, que o aprovou em reunião no último domingo. O próximo passo, agora, segundo Belotto, é iniciar conversas com outras agremiações e compor a lista de candidatos para a disputa no Legislativo.
“Em essência, é começar o grupo de trabalho eleitoral para que, agora, se busque conversar com partidos e dialogar com a sociedade”.
Em relação às situações que envolvem o PT nacionalmente, Belotto acredita que a população sabe diferenciar as esferas e o que ocorre nelas. Para isso, ele justifica que em Paulo Eccel foi eleito e reeleito na cidade mesmo em campanhas que o ex-presidente Luiz Inácio Lula d Silva acabou perdendo no município.
Além disso, a legenda não vai se esconder e fugir do debate sobre a corrupção. “Temos orgulho da história do Partido dos Trabalhadores, de carregar as bandeiras do PT, as bandeiras progressistas. Não compactuamos com os desvios”, disse ele, frisando que é bom que investigações como a Lava Jato estejam ocorrendo.
Para ele, o que vai estar em discussão em outubro é a cidade e o modelo de gestão. “Aquilo que foi feito em contraposição ao que está sendo feito agora. Como foi o governo do PT e seus aliados, e como é o PSD e seus aliados. Ou como era o governo do DEM, já que é deste grupo, e seus aliados”, finalizou ele.



