Quem esperava clima tenso e quente na volta dos trabalhos da Câmara de Vereadores de Brusque após o recesso de final de ano se decepcionou. Ao menos por ora, as ações do Executivo, com a exoneração de cargos de confiança no primeiro escalão, muitos deles indicados por vereadores, não ressoaram na reação dos parlamentares.
Isso em relação aos que fazem parte da bancada de situação, que se mantiveram praticamente em silêncio quanto ao assunto. Exceto a oposição, que afinou o discurso e entrou o ano disparando munição pesada contra o governo interino.
“Quando a gente faz a crítica, às vezes em tom de brincadeira, mas não é brincadeira. É para dizer assim ‘olha, tem que acordar’. O governo vem sempre com a mesma lorota, a mesma história e não vemos ação. Sempre com a mesma cena, de que vai ter economia. Está na hora da ação”, disse o líder da oposição, Valmir Ludvig (PT).
Palavras reforçadas pela colega de partido Marli Leandro (PT). Ela citou o fato de a população ter ficado desassistida dos serviços públicos por conta da demissão em massa dos cargos comissionados. Sobre isso, acusou o Executivo de ter enganado a população.
“O que a gente tem ouvido, de pessoas relatando, que foram na Prefeitura neste período solicitar algum serviço e receberam portarias, com data retroativa, pelo secretário que estava exonerado, mas que ele fez com data retroativa e entregou ao cidadão”, frisou ela.
Marli relatou caso de um funcionário que estaria entre os exonerados, mas que se envolveu em um acidente de trânsito a bordo de um carro da Prefeitura. Ele estaria na direção do veículo.
Se por um lado a oposição centrou a artilharia no governo local, a situação fez o contrário: o alvo foi o governo federal. Não faltaram menções à corrupção e ao Partido dos Trabalhadores (PT) por parte dos vereadores Moacir Giraldi (PT do B) e Dejair Machado (PSD).
Machado, líder da situação, disse que o ano será caótico, não apenas para Brusque, mas para o Brasil. O governo federal, conforme números apurados por ele, até esta terça-feira arrecadou R$ 213 bilhões. Criticou o mesmo governo, que abocanha a maioria dos tributos e não devolve em montante suficiente para os municípios.
Já Giraldi frisou que o “desgoverno federal” está colocando o país no buraco por conta dos elevados índices de desemprego. “A carga tributária só aumenta, os empresários não aguentam mais e vão ter que demitir”, disse ele, afirmando que o PT é o Partido dos Trabalhadores, mas que está tirando direito dos trabalhadores.
OUTROS ASSUNTOS DA SESSÃO
Taxa de iluminação pública
Marli Leandro falou, também, sobre a cobrança da taxa de iluminação pública, a Cosip. Trata-se de uma verba que deve ser aplicada na melhora, manutenção e ampliação da rede pública de iluminação. Mas isso não estaria ocorrendo, disse ele.
“Já estamos voltado a ficar às escuras. Como se explica isso? Se é uma taxa garantida, o que está sendo feito com o recurso da Cosip que não está sendo investido”. questionou ela.
Marli falou, ainda, sobre a aprovação do nome de Gustavo Halfpap como pré candidato do PT na eleição deste ano para a Prefeitura.
Jean Pirola - líder do PP
Pirola disse que o partido estará forte em 2016 e que está na fase de filiações para que se tenha um grande número de nomes para a eleição deste ano.
Outro assunto abordado pelo pepista foi quanto a obra do PAC no Bairro São Luiz. Criticou os engenheiros, que não ouviam as ponderações da população, segundo ele. Criticas aos ex integrantess da Secretaria de Obras e DGI na gestão Paulo Eccel, que se diziam detentores do conhecimento. “Nenhuma das obras do PAC iniciou e terminou sem problema. Todas elas tiveram algum problema. Todas as obras do PAC do nosso município deram algum problema”, ponderou.
Valmir Ludvig – líder da oposição
Disse que na década de 80 os sindicatos de São Paulo cobravam muito dos governos do PT e cobrou que o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Brusque (Sinseb) haja, mesmo que esteja alinhado com o governo interino, com mais firmeza na cobrança dos direitos da classe. Mencionou que há um certo silêncio da entidade no atual governo, enquanto que no de Eccel o sindicato fazia muito barulho.
Alessandro Simas – líder do governo
Rebateu Valmir sobre as criticas ao Sinseb, afirmando que o sindicato está em contato direto com a Prefeitura para resolver os problemas dos servidores. Falou sobre a entrega dos carnês do IPTU, que começam a ser distribuídos nesta quarta-feira (3). Criticou, ainda, a arrecadação federal, que não devolve aos municípios.
Manico assume cadeira
Joaquim Costa (PMDB), o Manico, finalmente assumiu a cadeira pela qual foi eleito na Câmara em 2012. Após a demissão como cargo comissionado na Secretaria de Obras, onde ocupava a função de diretor, Manico teve de, enfim, tomar o lugar que fora ocupado nos último três anos por Norberto Maestri, o quito, e Célio de Souza.
Prudêncio na Câmara
O prefeito interino, Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD) esteve na sessão desta terça-feira da Câmara Municipal. Ele efz a abertura dos trabalhos e deu as boas vintas aos vereadores.



