O presidente do diretório municipal do MDB, antigo PMDB, Valdir Wilke, acredita que a decisão do governador Eduardo Pinho Moreira, do mesmo partido, de desativar 15 ADRs teve como fundo de pano a necessidade de ajustes de contas do governo. Entretanto, ele defende o modelo implantado pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira na década passada.
Para Wilke, países europeus como Alemanha e Espanha possuem modelos semelhantes e isso os coloca no patamar em que estão. “Todas são regionalizadas. Então, por que essa crítica? Vejo toda essa pressão. Até entendo que as ADRs são um braço político. Mas são um braço político-administrativo”, comenta ela.
A justificativa usada por ele é de que Santa Catarina é o único estado em que a capital não é a maior cidade e o processo de descentralização ajuda nisso. “Quem deputado, quem governador, quem administrador tomaria a decisão de asfaltar, por exemplo, São João-Major, em termos políticos, eleitoral. Não justifica. A única coisa que justifica é a descentralização”, pontua ele.
Wilke também comentou sobre a situação do partido na eleição deste ano para o governo do estado. Com praticamente quatro candidatos na corrida para ser o indicado (Udo Döhler, Mauro Mariani, Dário Berger e o próprio Eduardo Moreira), a tendência é de que a legenda chegue unida na convenção. Por ora, as bases, segundo ele, estão com Mariani.




