Em Abelardo Luz ainda não chegou ajuda do governo
Sete dias depois do tornado devastador que atingiu municípios da região oeste de Santa Catarina, as vítimas tentam retornar ao ritmo de vida normal, limpando e consertando as casas ou refazendo a rotina nos abrigos. A ajuda prometida de cestas básicas e liberação de verbas, no entanto, ainda não se efetivaram, agravando ainda mais a vida de quem perdeu tudo.
Em Abelardo Luz, próximo à divisa com o Paraná, mais de 3 mil pessoas foram atingidas pela ventania da noite de segunda-feira (7), sendo que pelo menos 52 moradores tiveram as casas completamente destruídas. No ginásio de esportes municipal, quatro famílias permanecem alojadas. Elas trouxeram tudo o que restou depois da chuva, incluindo uns poucos móveis, eletrodomésticos, utensílios de cozinha e algumas roupas.
Os casos são acompanhados de perto pelo secretário de Infraestrutura, Valdecir Teston, que se preocupa com a demora na liberação de verbas para o município, que teve o sistema de transporte e a economia prejudicados pela chuva, que arrasou estradas e pontes e colocou abaixo galpões e aviários. “A situação é horrível. Foi uma catástrofe para Abelardo Luz, que é essencialmente agrícola e tem 48% da população vivendo no meio rural. Isso dificulta a assistência aos desabrigados, mas essas pessoas não podem esperar. Nós precisamos de ações imediatas dos governos para que elas tenham um mínimo de condição de sobrevivência”, afirmou.
Fotos: Valter Campanato/ABr


