Avião não tripulado sumiu do Paraná
O avião não tripulado que a Polícia Federal apresentou em Foz do Iguaçu no mês passado e que seria utilizado à fiscalização no oeste do Paraná, na região de fronteira com o Paraguai e com a Argentina, não está na região e tão pouco tem data definida para iniciar as operações. Anunciado pela PF como instrumento de tecnologia para reprimir o tráfico de drogas, o contrabando de armas e fazer a vigilância ambiental da região, o avião, de fabricação israelense e com tecnologia já superada naquele país, teria sido levado para testes para a região amazônica e trecho para o eixo Rio de Janeiro - São Paulo.
A Polícia Federal ainda não confirmou a apresentação de uma segunda aeronave, também não tripulada e com tecnologia parecida, porém de outro fabricante, no próximo dia 18, na Itaipu Bi-Nacional, em Foz do Iguaçu-Pr. Dotadas de altíssima tecnologia, a aeronave é controlada remotamente por bases terrestres e carrega potentes câmeras que possibilitam visualizar, mesmo em elevadas altitudes, o movimento e as ações de veículos e pedestres, além de poder detectar túneis, por exemplo. Segundo o superintendente da PF no Paraná, Maurício Leite Valeixo, a aeronave ainda está em testes e não tem data definida para iniciar o trabalho de monitoramento naquele estado.
O aparelho tem mais de dez metros de envergadura e autonomia de vôo de mais de 20 horas, com custo estimado em US$ 20 milhões cada um. Além da eficácia na investigação, a produção de provas de crimes será facilitada, de acordo com a PF. A base de controle do Vant, como batizado o projeto da PF, vai ficar inicialmente, em São Miguel do Iguaçu. A tríplice fronteira foi definida pela PF como área de prioridade para instalação e operação do Vant para combater o crime organizado na região. Nos últimos três anos, 72% de toda a maconha apreendida no Sul e Sudeste do país, veio da região oeste do Paraná.


