(VÍDEO) Equipe monta verdadeira operação para aplicar vacinas

É rapidinho e você só vai sentir um leve pique. Essa frase tem sido comum ouvir quem vai receber as doses da vacina contra a Covid-19. O que o cidadão não faz ideia é de que esse ato, que dura não mais do que três ou cinco segundos, teve todo um processo logístico antes e envolveu muita gente.
A chegada até a Vigilância em Saúde, o armazenamento, os cuidados com a temperatura ideal, a distribuição aos locais em que serão aplicadas. Todo esse trabalho demanda movimentação diária de uma grande equipe, afirma a diretora da vigilância em saúde de Brusque, Ariane Beatriz Costa Fischer.
“Tivemos que, praticamente, quadriplicar o número de funcionários aqui, servidores. A nossa estrutura também demandou procura por outros locais, a fim de abrigar esses servidores e atender a demanda”, conta ela.
O processo de vacinação contra a Covid-19 é composto por um longo caminho. A logística é toda da Vigilância em Saúde local quanto à aplicação. As doses são enviadas para a regional de Saúde, que fica em Blumenau. Uma equipe da Prefeitura de Brusque vai até a cidade vizinha buscá-las. Não importa o dia, se é durante a semana ou finais de semana.
Após isso, elas passam por um criterioso trabalho de registros com a equipe, que olha desde a quantidade, marca, se a ampola está cheia ou não, armazena, controla a temperatura. Depois, vem a distribuição para os pontos de aplicação das doses espalhados pela cidade.
A enfermeira Nathalia Cabral Marchi é uma das responsáveis por esse processo. Diretora de imunização, ela conta que todo cuidado com o armazenamento é tomado para assegurar a qualidade das vacinas.
“No geral, temos pouca perda. Não trabalhamos com vacinas com temperatura inadequada. Oscilou a temperatura, vai para a análise. Não tem condições de usar, vai para o lixo”, destaca ela, afirmando que isso se aplica para todo tipo das 19 vacinas que são aplicadas na rede local.
As vacinas ficam armazenadas em refrigeradores específicos para esse fim. O acesso ao local também é restrito.
A preocupação com o armazenamento é apenas uma das muitas relacionadas com a vacina Covid-19 na Vigilância em Saúde. A equipe ainda precisa catalogar uma a uma as reações, registrar qualquer tipo de problema ou anormalidade que ocorreu no processo e enviar para o Ministério da Saúde. E esse trabalho é feito diariamente.
A equipe ainda precisa lidar com a dificuldade da falta de vacinas, bem como cumprir o cronograma que também não foi definido pela saúde local, mas pelo governo do estado. Para cumprir a meta estipulada pela Secretaria de Estado da Saúde, Brusque teria de aplicar em torno de oito mil vacinas por semana. A equipe dá conta, mas as doses que chegam não são o suficiente: são, em média, mil delas apenas por remessa.
“Dependemos de terceiros, do estado e da regional, mas estamos aqui, a postos, para atender o principal desafio no momento, que é a vacinação”, finaliza Ariane.



