′Tá faltando óleo de peroba para essa turma′

O ex-prefeito de Brusque, Paulo Roberto Eccel, falou hoje pala manhã à Rádio Cidade sobre a denúncia recebida pelo Tribunal de Contas do Estado em que ele e divulgada esta semana pela emissora em primeira mão. Na representação, feita pelo atual prefeito interino, Roberto Pedro Prudêncio Neto, Eccel e quatro ex-servidores comissionados, além duas agências de publicidade, são acusados de irregularidades na contratação de pesquisas de opinião pública.

Eccel disse na entrevista concedida ao jornalista Dirlei Silva, durante o programa Rádio Revista Cidade, que é prática as agências licitadas e vencedoras subcontratarem outras empresas para a divulgação. Foi o que ocorreu com o caso que envolveu a Giusti Propaganda e Marketing e a BAR Propaganda.

“Esse é o procedimento previsto na legislação brasileira. Aquilo que a Prefeitura de Brusque fez e continua fazendo não fazia só no meu governo. É um procedimento que todas as prefeituras que têm suas agências fazem”, disse o ex-prefeito.

Ele explicou que as prefeituras não podem fazer contratação direta de rádios, por exemplo, pois teriam de realizar o procedimento com apena suma. Por conta disso, achou-se o meio de ampliar a divulgação ao contratar agências. “A lei permite que se contrate uma agência e as agencias contratam todos os veículos que quiserem. Não seria justo com a própria população, pois tem ouvinte que ouve apena a Rádio Cidade. Tem ouvinte que ouve somente outra rádio e com isso se chega ao maior número de pessoas da população”.

Eccel chamou de estardalhaço a notícia veiculada, principalmente quanto à disseminação nas redes sociais da internet. Criticou a forma como a imprensa tratou de algo que é meramente uma denúncia, que o TCE deu abertura, e não uma condenação.

 “Quando tiver a definição (favorável do TCE, se ocorrer), não vou ganhar capa de jornal para dizer que não teve problema. Não vou ganhar todo o destaque que site da Rádio Cidade de quando fez essa noticia. Porque no Brasil é assim: quando se faz a denúncia se ganha capa e quando se comprova que não teve nada se ganha notinha.

Para ele, a ação de tornar pública tal denúncia tem o dedo da administração atual, que busca, com isso, criar o que define como factoide. Seria uma forma de desviar a atenção da população para a situação que se encontra a cidade. A denúncia da interinagem é uma forma de criar factoide, desviar a atenção da população.

O ex-prefeito sugeriu, ainda, que o governo interino faça pesquisa para saber o que a população está sentindo nesse momento. Criticou o fim de várias ferramentas de seu governo que foram desativadas, como Fala Cidadão, o Prefeitura nos Bairros, entre outras.

Ainda sobre a realização das pesquisas denunciadas ao TCE, o ex-prefeito afirmou que muitas delas indicavam problemas em setores da cidade, como a saúde, por exemplo. “A partir da pesquisa, o governo tomava atitude. A partir da pesquisa, o governo desenvolvia ações. A pesquisa era realizada como uma ferramenta de gestão”, prosseguiu Eccel.

Em relação a outras duas ações no TCE contra seu governo, o ex-prefeito disse não ter  tomado ciência ainda sobre ambas. Conforme apurou a Rádio Cidade, elas tratam  sobre assinaturas de um jornal local e a outra referente à Codeb. Eccel disse que não tinha conhecimento das duas ainda.

Sobre a Companhia de Desenvolvimento Urbano de Brusque, o ex-prefeito disse que a empresa era “freguesa” do TCE. Havia uma dívida na casa de R$ 18 milhões, algo que impediu que a mesma fosse fechada quando Eccel assumiu a Prefeitura em 2009. “Eu não podia fechar e eu não ia pegar R$ 18 milhões do caixa da Prefeitura para pagar divida que nem sabia do que”, frisou.

Eccel afirmou que, hoje, o grupo político que está no poder ingressou com ação contra o governo dele por não ter pago tais dívidas do Codeb feitas por eles próprios.

Por fim, Paulo Eccel teceu críticas ao atual governo, ao qual define como tragédia administrativa para a cidade. “Está faltando muito óleo de peroba para essa turma”, soltou o ex-prefeito, lembrando eu quando assumiu o governo havia 711 cargos comissionados e ele reduziu esse número para 250. Uma resposta às colocações do atual governo de que ele inchou a máquina da Prefeitura em sua gestão.

Quanto ao anúncio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que marcou para o dia 16 de fevereiro sessão em que consta na pauta as ações em que ele busca reverter a decisão que cassou seu mandato, Eccel se diz confiante de que a situação seja resolvida o mais breve possível.

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