AMA está de endereço novo e reforçará apoio a autistas

A partir desta segunda-feira (17), a Associação dos Pais, Profissionais e Amigos dos Autistas de Brusque (AMA) está de casa nova. O novo endereço da entidade é a Avenida Getúlio Vargas, anexo à Uniasselvi. Espaço que amplia, da mesma forma, a quantidade de serviços prestados pela entidade.
Guédria Baron Motta, presidente da AMA, e Rafaella Furtado, psicóloga, foram as entrevistadas do programa Rádio Revista Cidade desta segunda-feira (17). Segundo elas, o tema está sob foco atualmente, ensejando mais discussão. Porém, sua presença na sociedade vem de muito tempo e o que havia, segundo Guédria, eram imagens distorcidas que as pessoas criavam acerca de quem possuía o transtorno.
“Começamos a falar mais, porque se tem entendido mais sobre o autismo. Principalmente as famílias, os profissionais começaram, também, a estudar mais e entender sobre o autismo. Por isso que temos essa percepção de que aumentou (número de casos), mas, na verdade, talvez não tenha aumentado. As pessoas, que estão ficando mais ligadas, mais conscientes. Os médicos e terapeutas que têm buscado mais informações sobre o autismo”, destaca ela.
Recentemente, a AMA elaborou um estudo na cidade de Brusque com 200 famílias. Todas elas possuem um ou mais integrantes diagnosticados com o transtorno. O dado alarmante é que a maior parte não recebe nenhum tipo de tratamento e apoio, principalmente no campo terapêutico.
A psicóloga Rafaella afirma que a forma de obter o laudo que atesta o autismo mudou. Antigamente, falava-se de vária questões para definir o autista. Isso tudo baseado em elementos relacionados a forma de comportamento da pessoa. Nos dias de hoje, há níveis estabelecidos como parâmetro. Ou seja, se a pessoa possui grau de maior ou menor elevação.
“Não existe um autista igual ao outro. Tem várias características. Você pode ter uma e não outra, ser mais acentuada. Por isso, hoje vemos mais crianças recebendo laudos”, pontua ela.
Além do desconhecimento por parte da sociedade, o autista ainda enfrenta outros problemas, como a falta de profissionais qualificados dentro de escolas, para detectar e tratar do tema.
A nova sede da AMA vai atender de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. São três consultórios, espaço lúdico e recepção. A entidade precisa de ajuda com doação de móveis para o local e quem desejar ajudar por entrar em contato com o número (47) 9 9999-0138.



