As palavras são do presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Brusque, Guabiruba e Botuverá (Sinseb), Orlando Soares Filho. Trata-se de resposta à colocação feita pelo ex-prefeito Ciro Marcial Roza em entrevista à Rádio Cidade esta semana, de que a situação de dificuldade financeira do município de Brusque é culpa do excesso de servidores efetivos. O sindicalista lembrou da época de Roza em que as contratações eram feitas através do Instituto Amigos da Antena (Amea).
“Amigo Âmea era uma máfia que tinha nos serviços, em que você contratava sem concurso público”, soltou ele, frisando que o governo de Roza, à época, ficou com o dinheiro do antigo PreviBrusque para fazer pontes e beira rio.
Hoje, segundo ele, o município paga, mensalmente, em torno de R$ 600 mil ao Ibprev para bancar as aposentadorias futuras. Em 2004, esse dinheiro estava no caixa da Prefeitura. “É fácil falar que o problema é o servidor público e esquecer dos amigos da Antena”, cutucou o presidente do Sinseb.
Servidores e greve
Os servidores públicos municipais de Brusque vão aguardar até o dia 28 de fevereiro para saber os rumos da situação que envolve o corte dos valores do anuênio feito pela Prefeitura em janeiro. Isso porque uma decisão liminar da juíza Iolanda Volkmann, da Vara da Fazenda e Serviços Públicos do Judiciário local, decidiu em favor de parte dos funcionários, que terão os valores ressarcidos na próxima folha de pagamento.
De acordo com o presidente do Sinseb, a grande maioria dos servidores queria aderir à greve na última quinta-feira (15). “Não houve a greve porque saiu a liminar, que contemplou uma parte dos servidores. Estamos na fase de interpretar a decisão da justiça e qual a interpretação que a Prefeitura fará dessa decisão”, pontua ele.
Ontem, quinta-feira (15), houve reunião entre membros do Siseb com o secretário de Governo e Gestão Estratégica da Prefeitura, Willian Molina, e a diretora de recursos humanos, Anelise Nagele. A informação é de que o governo também está interessados em uma solução rápida para o impasse.
“Já apresentamos uma proposta, tentativa de acordo geral, envolvendo todos os servidores e não só os contemplados, levando à juíza para dar fim a esse caso. O sindicato se comprometeu a discutir os impactos da folha nesse momento, de compreender o lado do governo na questão das despesas com servidor público no orçamento do município”, pontua Orlando.
Em relação aos valores já recebidos pelso servidopres, caso a justiça venha a reconhecer que a Prefeitura estava certa no desconto, Orlando afirma que o entendimento é de que os funcionários não terão de devolver, pois receberam de boa fé.




