A Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e as demais entidades representativas do comércio (Sindilojas e Acibr) não são contra os cachorrões e comércio de food trucks nas ruas de Brusque. Porém, eles querem que os estabelecimentos se instalem em espaços privados e não nas vias públicas. Palavras do presidente da CDL, Fabricio Zen.
Segundo ele, a discussão toda sobre a atividade teve início quando se percebeu o crescimento de vendedores de produtos como óculos, carteiras, cintos, morangos, malabares nas ruas. O caso acabou envolvendo, também, os food trucks, que comercializam alimentos.
“Somos bem contra isso e queremos proibir esse tipo de atividade. Nossa solicitações sempre foi o ambulante como um todo, não sé e especificamente o de alimentos”, frisou Zen em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade.
A Prefeitura teria recebido orientação do Ministério Público para que regulamentasse a situação dos ambulantes como um todo. No desfile da Fenarreco de 2017 houve um primeiro atrito entre as partes, quando foi solicitada a saída dos food trucks da Avenida Cônsul Carlos Renaux para não atrapalhar a realização do evento, segundo ele.
Ainda de acordo com o presidente da CDL, logo após a aprovação do projeto de lei pela Câmara de Vereadores que trata da questão, deixando para o Executivo regulamentar via Decreto, o atual governo pediu a opinião da CDL e das demais entidades sobre o tema.
“Não somos contra esse tipo de atividade. Porém, a sugestão nossa é de que, nesse primeiro momento, se coloque em área privada. Não em vias públicas, em passeios públicos, como está sendo feito agora”.
Através dos anos foi se permitindo a instalação dos food trucks. Ocorre que chegou se perdeu o controle e a Prefeitura precisa resolver o problema, afirma Zen.
“Não podemos ser omissos. Temos que nos posicionar. Em 2009, eu estava como presidente da CDL e já havia reclamações de lojistas na Cônsul nesse sentido. Várias administrações passaram e deixaram isso sem resolver”.
Fabricio Zen afirma que há a intenção da Prefeitura de realocar os cachorrões na Praça da Cidadania. Caberá ao próprio prefeito editar decreto, estabelecendo as regras, como o próprio local, além do horário de funcionamento.
“Muitas gente que vai fazer um lanche rápido não percebe o problema que há para os lojistas que estão ali oito horas por dia ou mais. À quatro da tarde já tem gente colocando cones, reservando vaga. Como é um problema de longa data, chega uma hora que o copo vai transbordar”, prossegue o presidente da CDL.
A entidade buscou saber como funciona esse tipo de atividade em outras cidades do estado. Em Blumenau, por exemplo, foi tomado um projeto de lei e enviado à Prefeitura de Brusque para que a mesma tivesse ideia de como poderia fazer.
“Balneário Camboriú também faz um trabalho interessante. Lá não é permitido food truck em via pública, só em local privado. Nem em recuos. Blumenau conta com uma série de produtos que é proibida a venda”.
Levantamento feito pela CDL aponta que há, em Brusque, cerca de 30 estabelecimentos que atuam como food truck, comercializando alimento. Isso sem contar os vendedores de semáforo, que são, segundo o presidente da CDL, o alvo da ação para proibir a prática nas ruas de Brusque.
Fabricio Zen também questiona a forma como os food trucks utilizam energia elétrica, se de maneira legal e autorizada ou através dos chamados "gatos", quando a ligação é clandestina.
Foto: Valdomiro da Motta/Rádio Cidade




