O secretário de Governo e Gestão Estratégica da Prefeitura de Brusque, Wiliam Molina, acusa o Sindicato dos Servidores Públicos Municipal de Brusque, Guabiruba e Botuverá (Sinseb) de mentir para a comunidade sobre o corte nos valores do anuênio do funcionalismo, colocado em prática na folha de pagamento de janeiro. Isso porque a entidade vem divulgando que o governo está retirando direito da categoria.
“O sindicato não traduz a verdade. Eles dizem que a Podemos provar através de documentos que o anuênio foi pago na folha no mês de janeiro, mas foi recalculado baseado na lei complementar 147/2009, na qual estamos cumprindo o que determina esse parágrafo que diz sobre o cálculo”, destaca ele.
Segundo Molina, há um aparecer da Procuradoria Geral do Município, vinculada ao governo, bem como da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (Ammvi) para que a Prefeitura aplique a lei, através da correção do valor que era pago de anuênio.
“Foi feito exatamente como determina a lei. Temos uma gestão que vem buscando a transparência, a honestidade, o bom uso do dinheiro público. Todas essas mudanças que estamos fazendo geram impactos. As mudanças podem ser discutidas, desde que amparadas por lei. Alei á para todos. Seja médico, dentista, professor, pessoal do administrativo. Todos devem obedecer o que a lei determina. Se a lei estiver errada, podemos, obviamente proceder os devidos encaminhamentos legais para que façamos as devidas alterações. Mas, hoje, o que diz a lei está sendo cumprido pela atual administração”, pondera Molina.
O secretário ainda contrapôs o que disse na tribuna da Câmara Municipal o vereador Paulinho Sestrem (PRP), de que havia casos de funcionários que perderam em torno de R$ 300 com os desconto e têm salários na casa de R$ 1.500. Algo que não procede, afirma Molina.
Ele cita dois casos que seriam exemplos de maiores descontos. O primeiro é de um médico que recebe de salário mais de R$ 29 mil mensais. Como ganha mais do que o prefeito (R$ 27 mil), o valor de desconto do anuênio para equiparar ao vencimento de Jonas Paegle é de pouco mais de R$ 2 mil.
Outro caso é de um professor que já chegou ao teto do anuênio (50%) e recebe em torno de R$ 11 mil mensais de salário. O recálculo fez com que ele deixasse de receber em torno de R$ 1.000.
Por fim, Molina afirma que, ao contrário do que tem sido dito pelo Sinseb, de que o cálculo será sobre o vencimento do servidor quando o mesmo entrou no serviço público, o que a Prefeitura fez foi ajustar o valor sobre o salário base atual da categoria. Ou seja, até janeiro deste ano o percentual era somado ao salário atual do funcionário e passou a ser sobre o valor base de quem começa nos er6viço público atualmente naquela função.
Por conta do corte nos valores do anuênio, os servidores aprovaram a realização de greve a partir da próxima quinta-feira (15), caso a Prefeitura não volte atrás na decisão.




