A Defesa Civil tem evoluído tecnicamente ao longo dos últimos anos em todo o estado. O motivo foram as frequentes catástrofes ou ações do clima que deixaram rastro de destruição em regiões como o Vale do Itajaí. Palavras do coordenador do órgão em Brusque, Edevilson Cugik.
Em conversa com a equipe do programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade, nesta terça-feira (13), ele relatou os avanços que o setor tem obtido em função das intempéries em Santa Catarina. Algo que ganhou força a partir de 2008 e, mais forte ainda, em 2011, com duas grandes cheias que assolaram Brusque e região, bem como outras áreas do estado.
“Até 2008 não se ouvia falar em Defesa Civil. Hoje está sendo evoluído, se cobra mais a ação dos municípios para esses eventos. Os municípios precisam ter reservas (financeiras) para enfrentar essas ações do clima”, pontuou ele.
Em nível nacional, Santa Catarina é o estado que tem a maior variedade de eventos climáticos. Apesar disso, a política de estado em torno da Defesa Civil é, relativamente, nova na região. Até bem pouco tempo, pouco se falava nisso. Mas a incidência de temporais, como os ocorridos no início deste ano, tem feito os governo agirem diferente. Em Brusque, por exemplo, será feita tomada de preços para aquisição de itens básicos e que permitam ao município estar prevenido quando da chegada de temporais ou eventos semelhantes.
Cugik lembrou que somente no mês de janeiro deste ano, a cidade de Brusque viveu três momentos distintos de ação do clima. Eles aconteceram nos dias 11, 16 e 23 daquele mês. No último, o município decretou situação de emergência por conta dos estragos causados pelo vendaval. Entre estes está a interdição do Pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof.
“A maior parte dos casos registrados nas enxurradas dos dias 11 e 16 foi de situações pontuais. Se compararmos com a de 5 de janeiro de 2017 vamos ver que o evento foi mínimo. Não atingia os critérios para decretar uma situação de emergência”, destaca.
A Defesa Civil de Brusque está, inclusive, com site novo no ar para que a população possa acompanhar o monitoramento do Rio Itajaí Mirim. A página saiu do ar no final de 2017, devido a um problema interno.



