Uma polêmica está instaladas na administração do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Santa Catarina (Creci-SC). É que uma decisão judicial tornou nula a eleição que reconduziu a atual diretoria ao comando do órgão em pleito realizado no ano passado. A ação foi impetrada por uma segunda chapa, de oposição, que teve o direito de participar da eleição negado.
Na decisão, proferida pela Justiça Federal da 4ª região, de Porto Alegre, a chapa 2, intitulada Muda Creci, há determinação para que uma nova eleição seja realizada ainda este mês.
“O que acontece na prática é que a chapa da situação vem resistindo, criando mecanismo jurídico para tentar protelar as eleições. Mas agora a justiça determinou que fossem feitas durante o mês de janeiro de 2016 sob pena de multa diária de R$ 500 contra o Creci”, comenta o advogado Elio Avelino da Silva, do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Santa Catarina (Sindimóveis).
Silva conta que o grupo que administra o Creci está no comando do órgão há três décadas e teve êxito em uma ação no mesmo tribunal para que a chapa oposicionista não conseguisse participar do pleito. Entretanto, ao julgar o mérito, o TRF4 reviu a decisão e disse que não há embasamento jurídico que impeça a chapa de participar do pleito e anulou a eleição, determinando uma nova, com as duas chapas inscritas.
Na ação, o Sindimoveis requereu ainda o afastamento do presidente do Creci, Carlos Beims, pois o mandato expirou no final do ano. A alegação é de que a atual gestão cometeu crimes contra a administração. “O que se espera é que as eleições, efetivamente, ocorram agora no sem de janeiro, dando a oportunidade de os corretores escolherem aqueles que irão dirigir o próprio Creci nos próximos dois anos”, pontua Silva.
A Rádio Cidade tentou contato esta tarde com o presidente do Creci-SC, Carlos Josué Beims, mas não obteve sucesso. A informação obtida foi de que ele não estava e que o órgão ainda não tem conhecimento sobre a decisão.




