Municipalização, no momento, não seria benéfica para Brusque
A secretária de Educação de Brusque, Gleusa Fischer, esteve em Florianópolis nesta semana participando de uma reunião que voltou a tratar sobre a municipalização do ensino fundamental em Santa Catarina. Proposta em discussão desde o mandato do ex-governador Luis Henrique da Silveira, e que foi retirada de pauta na Assembléia Legislativa do Estado após trabalho da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
Segundo a secretária, houve avanços e, algumas modificações na proposta original denotam a possibilidade de alguns municípios virem a assumir essa responsabilidade. Um ponto positivo na municipalização, apontado por Gleusa, é que os professores da rede estadual de ensino continuarão sendo servidores estaduais e os vencimentos pagos pelo Estado.
Mas, mesmo com os incentivos que o governo tem procurado oferecer, como as reformas que estão ocorrendo em diversos colégios estaduais, para Brusque ainda seria oneroso assumir essa responsabilidade. Ou seja, "municipalização, no momento, não seria benéfica para Brusque".
Outro diferencial apresentado na reunião em Florianópolis, conforme a secretária, é que a proposta tem se apresentado de uma forma mais democrática, oportunizando que cada município tenha o direito de livre escolha para optar se deseja, ou não, aderir à municipalização do ensino fundamental.
A secretária afirmou ainda que, apesar da flexibilização apresentada pelo governo do Estado, a proposta de municipalização do ensino fundamental não convenceu a maioria dos prefeitos de Santa Catarina, que continuam arredios.


