Negociações entre hospital de Azambuja e prefeitura avançam
A última reunião da diretoria do Hospital de Azambuja realizada no início do mês havia concluído que, caso não houvesse acordo com a prefeitura, o contrato seria rompido. Na manhã desta terça-feira (29), o prefeito Paulo Eccel esteve com a diretoria para negociações.
De acordo com o diretor técnico do hospital, Antônio Carlos Pucci de Oliveira, mesmo que não tenha sido fechado um acordo, a negociação foi tranquila e o hospital está na expectativa. "Discutimos valores a serem pagos ao hospital por parte da prefeitura, e acreditamos que houve avanços nas negociações. Não chegamos a valores definitivos... não chegamos a fechar, ainda, um acordo. Mas, ficamos otimistas com o desfecho desse impasse", destacou.
Questionado sobre a ameaça de fechar o hospital, Pucci disse que "a questão não é a ameaça de fechar. É como manter. Hoje, os custos superam, e muito, aquilo que o hospital recebe para o atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O valor ideal é o que os hospitais do porte do nosso recebem pelo Estado afora: em torno de R$ 1,2 milhão por mês, para o atendimento SUS", enfatizou.
Atualmente, a prefeitura repassa ao hospital R$ 677.500 por mês. Destes, R$ 371 mil são recursos provenientes de instâncias e R$ 306 mil são recursos próprios do Executivo. É nesse aspecto que o prefeito Paulo Eccel pretende trabalhar com as outras prefeituras da regional. "Nós vamos reforçar o contato com os prefeitos da região. Porque, depois de Brusque, o maior número de atendimentos é Guabiruba, Botuverá e Nova Trento. Então, é necessário que os municípios da região também contribuam com o Hospital de Azambuja. Nós estamos repassando ao hospital quase o mesmo que a gente recebe de outras instâncias. Então, é nesse aspecto que vamos trabalhar com as prefeituras da região, para que elas também façam o que Brusque está fazendo", enalteceu o prefeito.
Sobre o possível fechamento do hospital, Eccel acredita que a sensibilidade das outras prefeituras não deixará isso acontecer. "Por parte da prefeitura de Brusque, nós estamos indo às últimas consequências para rever todos os valores. A expectativa é positiva. O prefeito Orides Kormann já se mostrou bastante sensível e também irá fazer os cálculos", finalizou.
Colaboração: Giovani Ricardo


