Trânsito de Brusque já matou 22 pessoas
A violência no trânsito de Brusque já matou, somente neste ano, 22 pessoas. Para se ter uma ideia do quanto esse volume é alto, comparamos os índices com os da cidade paranaense de Foz do Iguaçu, que tem mais de 300 mil habitantes. Lá, 25 pessoas perderam a vida no trânsito, também neste ano. No entanto, Foz é três vezes maior que Brusque e lá existem grandes avenidas e ruas largas, o que de certa forma convida o motorista a pisar mais forte no acelerador.
Depois de pouco mais de um ano da implantação da Lei Seca, o que se percebe é que pouca coisa mudou. De acordo com autoridades policiais, de certa forma a lei limitou o trabalho da polícia. Se um condutor que for pego em uma blitz e se negar ao teste de alcoolemia, ninguém poderá obrigá-lo a fazer. Neste caso, a autoridade policial não tem como provar o teor alcoólico do cidadão.
Além disso, a lei oferece brechas para que o condutor pague fiança no caso de ser preso e receber a CNH de volta em no máximo 48 horas. O cidadão, ou cidadã, somente terá caçado o direito de dirigir se perder o processo. Situação que se arrasta, em média, por 6 meses. Tempo suficiente para outras infrações.
Em recente entrevista à Rádio Cidade, o capitão da Polícia Militar, Otávio Ferreira, ressaltou que o baixo efetivo também prejudica a situação, já que é mais difícil a realização de blitz. Mas, ele ressalta que mesmo com a presença de um policial em cada esquina, de nada valerá se a consciência de cada motorista em relação à legislação de trânsito não for clara.
Outro dado assustador, neste caso apresentado pelo Hospital de Azambuja, que atende a grande maioria das vitimas de acidentes, é que, em exatos 222 dias, contados a partir de 1º de janeiro, cerca de 180 pessoas que se envolveram em acidente trânsito estavam em veículos automotores. Mas, o que realmente chama atenção é que 870 motociclistas também passaram pelo Hospital no mesmo período.
Brusque registrou, até 10 de agosto, uma média diária de 4,5 acidentes de trânsito. Das vitimas desses acidentes, três tiveram amputação de perna e uma teve os movimentos paralisados.
Uma pessoa que hoje faz parte das estatísticas do trânsito brusquense é Edson Lauritzen, que sofreu um acidente de moto em 2005, perdendo o movimento das pernas. No vídeo anexo, ele fala sobre como foi o acidente e o que mudou na vida.



