Sul apresenta redução na taxa de incidência da aids
O investimento do Sistema Único de Saúde (SUS) na prevenção e na ampliação da testagem e do acesso ao tratamento antirretroviral, além da capacitação dos profissionais de Saúde, mantém sob controle a epidemia de aids no Brasil. É o que mostra o Boletim Epidemiológico Aids/DST 2011, divulgado na segunda-feira (28) pelo ministério da Saúde.
O número de casos notificados em cada grupo de 100 mil pessoas passou de 29,8 em 2009 para 28,8 em 2010. A região Sul apresentou redução na taxa de incidência da doença em menores de 5 anos de idade. Enquanto em 2009, esse número era de 6,7, em 2010 foi de 4,6. O estado de Santa Catarina é o maior destaque, com queda na transmissão vertical (da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou pelo leite materno,) de 62% (6,2 para 2,5) - acima da média nacional.
De acordo com o Boletim, a estimativa de pessoas infectadas pelo HIV permanece estável em cerca de 0,6% da população, enquanto que novos casos notificados teve redução de 18.8/100 mil habitantes em 2009, para 17,9/100 mil habitantes em 2010.
Entre os menores de 5 anos de idade, casos relacionados à transmissão vertical, a taxa de incidência (número de casos por 100 mil habitantes), caiu 41% de 1998 a 2010. Em relação à taxa de mortalidade, o Boletim sinaliza queda. Em 12 anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas. A queda foi de 17%.
O Boletim chama a atenção para públicos específicos, que têm tido comportamento diverso e ampliado o número de casos. Ao longo dos últimos 12 anos, a porcentagem de casos na população de 15 anos a 24 anos caiu. Já entre os gays na mesma faixa, houve aumento de 10,1%. No ano passado, para cada 16 homossexuais dessa faixa etária vivendo com aids, havia dez heterossexuais. Essa relação, em 1998, era de 12 para 10.
Na população de 15 a 24 anos, entre 1980 e 2011, foram diagnosticados 66.698 casos de aids, sendo 38.045 no sexo masculino (57%) e 28.648 no sexo feminino (43%). O total equivale a 11% do total de casos de aids notificados no Brasil, desde o início da epidemia, ocorre entre jovens.
O quadro levou o ministério da Saúde a priorizar esse público na campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids, que acontece em 1º de dezembro.
A campanha do Dia Mundial deste ano, por meio do slogan ‘A aids não tem preconceito. Previna-se, reforça a necessidade de se discutirem questões relacionadas à vulnerabilidade à aids entre jovens gays de 15 anos a 24 anos e, entre pessoas vivendo com HIV/aids.


