Na última sessão como presidente da casa, o vereador Jean Daniel dos Santos Pirola (PP) voltou a soltar o verbo no Ministério Público por conta da ação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrada na sede do Legislativo brusquense em novembro do ano passado.
Pirola falou sobre decisão do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) que considerou ilegal a ação,solicitada pela Promotoria da comarca de Brusque. A questão envolve um vídeo que circulou em redes sociais e no qual havia denúncia sobre casal de promotores que atua Brusque, os dois são casados, vivem na mesma residência e cada um recebe auxílio moradia.
Segundo Pirola, baseado nisso o MP solicitou a diligência do Gaeco para levantar informações a respeito da participação de uma servidora da casa, que atua como advogada. CPU de computador e um aparelho celular estavam entre os itens apreendidos na ocasião. As críticas do vereador também foram direcionadas ao próprio Judiciário, que, em tempo recorde, autorizou a diligência do Gaeco no Legislativo.
Na avaliação de Pirola, a situação causou grande constrangimento ao Poder Legislativo, uma vez que levantou suspeitas sobre a conduta dos vereadores. A decisão do TJSC corroborou a alegação de ilegalidade. Ou seja, os motivos da entrada do grupo na casa não fazia parte das prerrogativas do Gaeco.
“O TJ identificou que sequer houve calúnia na situação apresentada. Gostaria de fazer a defesa dos vereadores, da casa e dos funcionários. Se é legal ou ilegal o recebimento de auxílio moradia de dois funcionários públicos, casados e morando debaixo do mesmo teto, é a justiça que tem que decidir”, pontuou ele.



