A informação de que todos os cargos comissionados da Prefeitura de Brusque foram demitidos através de uma rede social, o WhatsApp, foi uma atitude um tanto quanto de má fé. Foi o que afirmou à Rádio Cidade nesta quinta-feira (7) o ainda secretário de Orçamento e Gestão Estratégica Leônidas Pereira. Alguém teria vazado para a imprensa uma informação que deveria ser, no mínimo, restrita ao grupo, deu a entender Pereira.
Em entrevista ao Programa Rádio Revista Cidade, Leônidas Pereira afirmou que quis ser justo com os demais colegas e decidiu antecipar ao grupo uma notícia que seria dada somente em uma reunião do colegiado, marcada justamente para hoje.
“Infelizmente houve o vazamento dessa informação e entregue para a imprensa. Não quer dizer que foi de má fé, mas, com todo respeito, foi uma verdadeira idiotice. Considero isso uma deslealdade”, frisou ele.
Pereira disse, ainda, que a decisão de exonerar todos os comissionados já vinha sendo discutida desde o ano passado como uma das medidas extremas para ajustar as contas. Classificou a atitude como ousada e corajosa. “É uma medida que talvez seja antipática, que cause certo constrangimento nos servidores comissionados, mas era necessária”.
A única razão é econômica. A intenção é economizar neste primeiro mês do ano cerca de R$ 1 milhão com os pagamentos dos salários comissionados. Alguns funcionários de carreira serão nomeados para responder, provisoriamente, neste período. Mas há cargos que precisarão ser preenchidos o quanto antes, assegurou Pereira. Entre eles estão Procuradoria-geral, Chefia de Gabinete, Saúde, Educação e Obras. “Paulatinamente, os cargos de direção, coordenação e chefia serão nomeados. Mas somente os estritamente necessários”, pontuou.
A nova medida visa fazer frente a outra, anunciada em agosto do ano passado e que tinha por objetivo economizar cerca de R$ 3 milhões até dezembro. Meta que não foi atingida, confirmou o próprio secretário. Segundo ele, o valor ficou em torno de R$ 2,7 milhões. Na ocasião, redução do horário de expediente externo da Prefeitura e corte de 10% nos salários do primeiro escalão foram algumas ações anunciadas como recursos para economizar.
O secretário de Governo e Gestão Estratégica disse, também, que o novo ajuste é sequência do que fora iniciado em abril de 2015, quando o governo interino de Roberto Pedro Prudêncio Neto assumiu o comando da Prefeitura. Um contingenciamento (interrupção de novas despesas no orçamento) financeiro de R$ 7 milhões buscava acertar o passo fiscal.
Apesar de reforçar a intenção do corte de gastos e diminuição de despesas como uma marca do ano no governo interino, Leônidas Pereira descarta a redução no número de secretarias municipais. Algumas delas poderão ser transformadas em diretorias, mas não extintas.
Atualmente, incluindo o gabinete do prefeito, são 23 setores: diretorias (4), fundações e autarquias (6), secretarias (12), além do gabinete do prefeito.
“A partir deste ano será imprimido o governo do Roberto Pedro. Um governo que vai pensar para frente, agir com austeridade, controle fiscal, orçamentário e, principalmente, gerenciamento de pessoal. O que está sendo implementado é 80% técnico e 20% político”, finaliza o secretário.
Colaboraram Rodrigo Santos e Dirlei Silva




