A poucos dias de assumir o comando da Secretaria Municipal de Educação, a professora Eliani Busnardo Buemo foi entrevistada durante o programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade, nesta sexta-feira (26). Ela substituirá José Zancanaro, que deixa a pasta por conta de problemas de saúde e retoma seu mandato na Câmara de Vereadores.
Eliani refutou comentários de que seu nome já estava sendo cogitado para comandar a educação desde o ano passado. Não teve, segundo ela, nenhum convite ou menção a isso até o início desta semana. Na segunda-feira (22) é que tudo se desenhou.
“Aí, fui perguntada, oficialmente, se teria interesse de assumir esse desafio”, disse ela, afirmando que a condição de aceitar ou não estaria vinculada ao resultado de conversa com o prefeito Jonas Paegle. O que aconteceu em seguida e ela aceitou.
A futura secretária de Educação evita falar de assuntos relacionados à pasta. Além de não estar inteirada do que se passa, ela afirma que sua condição, no momento, apesar de ter aceito, é de convidada para o cargo. “Até porque temos um secretário ainda no cargo”, frisa ela.
Eliani Busnardo Buemo começou na carreira da educação em 1983, atuando na educação infantil. Ficou até 1998 na rede municipal, quando pediu exoneração. Ela é professora na Unifebe há 28 anos. Teve passagem pela Secretaria de Educação no governo do ex-prefeito Hilário Zen, quando foi, inicialmente, assessora e, mais tarde, comandou a pasta.
“O meu contato com a rede (municipal) se manteve nas formações continuadas. Por várias vezes fui convidada e estive com os grupos de professores”, relata.
A nova comandante da Educação deve enfrentar alguns desafios de cara. Questões que tiveram suas discussões adiadas pelo atual secretário devido à reação da sociedade. Como a continuidade do ensino médio da Escola João Hassmann, no Bairro Guarani. Defensora do modelo de formação técnica nesta etapa, Eliani é categórica: “Se está na lei, vai se cumprir. Se não está, penso que temos que discutir e esclarecer”.
Na avaliação dela, o modelo de ensino médio vigente atualmente no Brasil ensina tudo e o aluno aprende pouco. “Concentra-se muito na preparação para vestibular. Um país em desenvolvimento precisa de técnicos, de pessoas que atuem em várias áreas e frentes de trabalho”, pondera.
Outros desafios estarão centrados na implantação da nova Base Nacional Curricular e em possíveis parcerias com instituições para o ensino.




