Ingo Fischer e Jones Bosio falam sobre duplicação

Para dar continuidade ao assunto polêmico da duplicação de parte da Rodovia Antônio Heil, tema que permeou uma reunião de moradores e comerciantes do Limoeiro na noite desta segunda-feira (9), a Rádio Cidade procurou, nesta terça-feira (10) o Secretário de Desenvolvimento Regional, Jones Bosio e, também, o empresário Ingo Fischer, da Irmãos Fischer S.A., para que pudessem explicar os questionamentos feitos pela comunidade local. No encontro foram levantados vários problemas que estariam ocorrendo nas obras que já se iniciaram. O principal deles é a invasão de áreas ditas particulares e, também, a falta de clareza na questão das desapropriações.
A resposta obtida pela emissora foi quase a mesma com os dois procurados pela reportagem. Bosio, durante entrevista, falou que sequer foi chamado para a reunião. Disse, porém, que o encontro é importante já que visa a solução para os problemas da localidade. Sobre as questões levantadas, relatou que estas cabem ao empresariado da Irmãos Fischer, já que o projeto é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado e a iniciativa privada. Aproveitou para pedir o bom sendo durante a execução das obras. A obra está sendo feita para trazer qualidade de vida e qualidade para irmos e virmos com maior segurança, pontuou.
Ingo Fischer, também em pronunciamento a Rádio Cidade, disse que a obra trará benefícios incomensuráveis, não só a comunidade do Limoeiro como para todo o município. Falou que todos os documentos que dizem respeito a desapropriação de terrenos serão devidamente expedidos pelo Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra).
O ponto em comum durante as duas entrevistas foi a questão da faixa de domínio do Deinfra, espaço de 17 metros para cada lado da rodovia que pertence ao departamento. Segundo Jones Bosio, não existe desapropriação num local que pertence ao Governo do Estado. Alguns terrenos podem, de acordo com o secretário, estar sendo invadidos de uma forma ilegal, ou por falta de comunicação. Mas o caso que pode estar ocorrendo com maior frequência é o trabalho das máquinas na faixa de domínio pertencente ao estado. A partir do eixo da rua, se tiver alguma obra nos 17 metros, não haverá desapropriação, firmou. Para outros questionamentos o responsável pela SDR Brusque relatou estar a disposição da população para a resolução dos mesmos.
Ingo também foi enfático ao falar da área que pertence ao estado. Os moradores que ali estão ou que têm comércios instalados ali, devem respeitar os 17 metros que é da parte do Deinfra. Agora, se tiver algum local que estão construindo e que ultrapasse o espaço da faixa de domínio, podem ter certeza que as indenizações serão feitas da maneira e de acordo com os critérios que o governo adota, disse. Deixou, mais uma vez, claro que a população deve ficar tranquila quanto as indenizações. O estado não vai querer nenhum terreno que não lhe pertence, pontuou.
LDO


