Câmara retoma trabalhos em tom de calmaria
A volta do recesso parlamentar foi bastante tranquila na Câmara de Vereadores de Brusque. Sem interrupções e com poucos, e nem tão polêmicos projetos para deliberar, a reunião foi uma das mais curtas na atual legislatura, sendo realizada em pouco mais de uma hora e meia. Isso, mesmo começando com atraso de alguns minutos.
Discussão mesmo até que houve, mas não ligada a algum projeto polêmico. O motivo foi um requerimento e uma moção, ambos de autoria do petista Valmir Coelho Ludvig, líder do governo. Na moção, ele solicitava o envio de carta de repúdio ao presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Jorginho Mello (PSDB), por agressão física sofrida pelo professor Agenor Leal, representante do Sindicato dos Professores (Sinte) na região de Brusque, e outros membros da entidade, no dia 15 de julho.
O democrata Dejair Machado e o pedetista Roberto Pedro Prudêncio Neto entenderam que o termo repúdio era muito forte por se dirigir diretamente à autoridade do presidente da Alesc. Com base nisso, os vereadores aprovaram requerimento para que o documento voltasse às comissões e fosse refeito.
Na segunda proposta, Ludvig pedia que fosse aprovada a realização de uma audiência pública com a intensão de debater junto à sociedade, a questão que envolve o cartão que substituirá a retirada de cestas básicas na prefeitura. Com ele, as famílias beneficiadas comprarão os produtos em qualquer estabelecimento, ao invés de ir até a sede do Executivo para fazê-lo todo mês.
Um novo requerimento de Dejair Machado pedia que a proposta de Ludwig voltasse às comissões para ser reavaliada. Após argumentos de ambas as partes, bem como do peemedebista Ademir Braz de Sousa, que pela primeira vez se colocou em posição contrária no debate com o petista, o requerimento de Dejair foi aprovado. A sessão encerrou exatamente 1 hora e 33 minutos após seu início. Em contato com a reportagem Cidade, o vereador Valmir Ludvig disse que não houve nenhum posicionamento contrário do peemedebista Ademir Braz de Sousa. A colocação feita por ele é que foi mal interpretada, mas não há discordâncias no pronunciamento.


