Medicamento estaria vencido, diz vereador
O setor de Saúde continua na mira do vereador Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD). Na sessão desta terça-feira (8) na câmara Municipal, ele apresentou o que seriam provas de remédios com data de validade vencida e que teriam sido retirados na farmácia básica, anexo à Policlínica, por uma cidadã. Segundo ele, o fato teria ocorrido na semana passada.
O medicamento, segundo Prudêncio Neto, seria de uso controlado e destinado à uma criança de 10 anos de idade. "Tentou trocar e foi surpreendida por um não do atendente, dizendo que ela só poderia voltar com uma nova receita", frisou ele na tribuna, afirmando ainda que seriam três caixas do remédio chamado Ritalina (para uso no controle de hiperatividade em crianças e depressão para idosos).
O vereador chegou a apresentar um áudio que seria da mãe da criança sobre a situação. O vereador e médico Jonas Oscar Paegle (PSD) reforçou as palavras do colega e disse que o fato de o medicamento ser vencido poderia colocar em risco a saúde e a vida da criança. "Ainda bem que a mãe enxergou que estava vencido", frisou ele.
Eduardo Hoffmann (PDT) disse que a farmácia poderia ter feito a troca e evitado transtornos posteriores, como a exposição do caso em público. "No mínimo, foi uma irresponsabilidade tão grande. Poderiam ter consertado naquele momento. Isso é gravíssimo", disse ele.
Também do PSD, Dejair Machado citou uma condenação sofrida pela secretária de Saúde, Cida Belli, em que a mesma foi intimada a pagar cinco salários mínimos por negligência no atendimento de um cidadão, segundo decisão da Justiça e as palavras do vereador. "É lamentável ouvirmos isso. Dia 11 de outubro, a secretária municipal de Saúde, Cida Belli, foi condenada a pagar uma multa exatamente por não atender as necessidades que estão presentes no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)", soltou.
O líder do governo, Valmir Ludvig (PT), buscou a defesa do governo argumentando que o número de medicamentos atualmente é maior que na administração anterior, citando também que na legislatura passada, os dez vereadores da base de apoio ao governo não apontavam problemas. "Que bom que os problemas aparecem. Na época (legislatura anterior) tinha dez vereadores de um lado só e eles iam reclamar onde?", devolveu.
Já o vereador Ademir Braz de Sousa (PMDB) colocou em dúvida a denúncia de Roberto Pedro Prudêncio Neto, que não apresentou a receita com a data da solicitação do médico. "Tentei junto ao vereador Roberto Prudêncio a cópia da receita para tentar descobrir qual foi a data que ela (a mãe) requereu o remédio. Ah! vou trazer amanhã. Isso é muito grave. Fazer denúncia para depois juntar documentos?", questionou ele, apontando para o fato de que uma pessoa poderia ir em uma data pegar o medicamento na farmácia e deixar guardado em casa, para mais tarde dizer que está vencido.


