"Quem quiser estar no meu projeto vai estar. Quem não quiser, não vai estar". Estas foram palavras ditas de forma firme e contundente pelo prefeito interino de Brusque, Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD) durante entrevista à Rádio Cidade na manhã desta quarta-feira (16). Ele se referia às críticas de ex aliados que ocupavam cargos em seu governo.
A menção se deu em ralação à saída do ex procurador-geral do município, Danilo Visconti, que deixou o cargo no mês de outubro. Na ocasião, Visconti disse que saia do governo porque discordava da forma como estava sendo gerida a administração. Prudêncio Neto falou o contrário na entrevista. “Todas essas mudanças foram pensadas. Foram quatro mudanças: o procurador geral, o secretário de comunicação, o de Gestão e Governo e o chefe de gabinete”, frisou ele.
PLANO DE GOVERNO
Prudêncio Neto disse que assumiu o cargo de prefeito sem ter em mãos um plano de governo, já que ocupava cargo de vereador e foi alçado à condição de prefeito por força de decisão judicial. Disse que está governando com responsabilidade desde o primeiro dia e que por estar na Câmara há dois mandatos já tinha conhecimento de como a Prefeitura estava. “Procuramos assumir com uma cara nova, primeiro escalão com caras novas, pessoas de minha confiança. A primeira determinação foi de secretarias de portas abertas”, frisou.
Contrariando discursos do governo anterior, ele afirma que tudo aquilo que estava programado e que era bom para a cidade foi continuado. Porém, outras que não estavam de acordo foram interrompidas. Voltou a afirmar que quando chegou na Prefeitura havia R$ 9 milhões de déficit nas contas. Além do que 35% do orçamento já estava comprometido. “Nesses nove meses tivemos que fazer correções e adequar o orçamento e finanças, já que estamos em período de crise, para poder encerrar o ano dentro da legalidade”, pontuou ele.
PONTE DO RIO BRANCO
O prefeito interino também falou sobre recurso a casa de R$ 1 milhão que já foi liberado para iniciar a obra da Ponte do Rio Branco. Os trabalhos devem começar no primeiro semestre do ano que vem e a conclusão da obra está prevista para dois anos após essa etapa. Ajustes no projeto original estariam sendo feitos.
Um dos motivos é permitir que a estrutura fique alta o suficiente para que a vazão da água não tome conta da margem no caso de cheias. O projeto é do governo anterior, frisou, mas a força política de seu grupo em Florianópolis é que conseguiu a liberação do montante.
CONTINUIDADE DA BEIRA RIO
R$ 4 milhões do Badesc estão aprovados para continuar a Beira Rio. De acordo com Prudêncio Neto, a partir de janeiro será aberta licitação para execução dos primeiros 700 metros.
Ele voltou a acusar o ex-prefeito Paulo Eccel de ter perdido prazo para conseguir o financiamento junto ao banco. “Quando assumi fui ao Badesc, me deparei com essa triste notícia e tivemos que refazer o projeto, reapresentar esse projeto, que foi aprovado”. Outros recursos via Badesc devem ser liberados para obras de asfalto e troca de estrutura da Rua Bulcão Viana.
BURACOS PELA CIDADE
Roberto Pedro Prudêncio Neto reconheceu que a cidade está com problemas por conta do grande número de buracos as ruas. Diante disso, três equipes da secretaria de obras foram montadas para agir e recuperar estes trechos.
“Hoje é uma das maiores reclamações os buracos. Queremos finalizar toda a operação tapa-buraco, Com o tempo bom vamos fazer essa operação fortalecer ainda mais”, disse.
ACORDO E REENQUADRAMENTO APOSENTADOS
O prefeito interino destacou ao acordo entre a Prefeitura e o Sindicato dos Servidores Púbicos (Sinseb) para pagar valores da ação de reenquadramento. Desde que assumiu disse que estava aberto à negociação para corrigir o que chama de injustiça. “Começamos com negociação junto com a procuradoria, secretaria de Orçamento e sindicato e conseguimos chegar em um acordo”, pontuou.
VENDA DE TERRENOS DO SAMAE
O prefeito interino negou que o dinheiro seria usado para fazer caixa, um dos argumentos utilizados pela oposição. Acusou a imprensa de distorcer a informação sobre a negociação dos imóveis ao custo de, aproximadamente, R$ 4 milhões. “O Samae tem dinheiro em caixa e é obrigado a investir em água. Não foi produzido nada de água nos últimos sete anos. Sabe-se da dificuldade e se fez um estudo técnico”, disse ele.
Ele disse que por conta da necessidade de se produzir água é que se buscou a aquisição dos imóveis. Um deles, no Parque Leopoldo Moritz, abrigaria o reservatório. O outro, no Bairro São João, serviria para uma estação de captação de água para abastecer aquela área da cidade. “O Samae somente pode investir onde é dele. Para fazer aquele reservatório, ele tem que adquirir aquele terreno. Foi distorcido pela imprensa e mal apresentado pela Câmara”, frisou.
REFORMA ADMNISTRATIVA E NOVOS CORTES DE GASTOS
Prudêncio Neto afirmou que uma espécie de mini reforma administrativa deve ocorre no início do próximo ano. A medida visa Apresentou em setembro medidas para redução e gastos.
Uma das medidas para o próximo ano será reduzir gastos com alugueis na área da saúde. Segundo o prefeito, atualmente se gasta em torno de R$ 40 mil por mês com aluguel de imóveis do setor.



