Modernização do Rádio AM vem aí, diz ministro
Em visita à Foz do Iguaçu nesta sexta-feira (4), onde participa do 21° Encontro de Rádios Paranaenses, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, esteve na Rádio Cultura AM, onde participou de uma entrevista durante o Jornal da Cultura. Durante a conversa, o ministro falou sobre os novos projetos do ministério, principalmente da modernização do rádio AM no país.
Bernardo informou que o ministério das Comunicações já trabalha em uma pesquisa que possa apontar qual o melhor modelo digital para o AM no Brasil, à exemplo do que aconteceu com a televisão.
Para o ministro, é importante respeitar o modelo de rádio usado pelo brasileiro. "Há uma coisa diferente no rádio. Na TV, são grandes emissoras, no rádio as emissoras são isoladas. É preciso pensar em modernização que não traga grandes custos", disse.
Uma das alternativas apontadas seria aumentar os espaços e colocar o AM junto com as digitais, transformado-as em FM.
Paulo Bernardo falou ainda sobre a flexibilização do horário do programa do governo Federal, A Voz do Brasil, permitindo que as rádios possam escolher um horário mais adequado com a programação para a veiculação do noticiário.
Hoje, a obrigatoriedade da transmissão é entre às 19 horas e 20 horas. Com a nova proposta, o horário deve ser das 19 horas às 22 horas. "Às rádios pediram uma flexibilização e nós achamos razoável. Fica melhor para as rádios se programarem".
A partir de janeiro de 2012, o ministro informou que o custo das ligações de telefone fixo para móvel deverá sofrer uma diminuição de até 30%, que deverá acontecer gradualmente, em um prazo máximo de 2 anos. "Em um primeiro momento as empresas acham que vão perder, mas num segundo, verão que mais pessoas irão falar", disse explicando que um maior número de usuários deverá compensar a baixa na tarifa telefônica.
Ele anunciou ainda que o governo pensa em mexer na tarifa básica do telefone. "Está caro e é preciso mexer nisso. Hoje o usuário paga cerca de R$ 40, mesmo que não use o telefone durante o mês", argumentou.
Como paranaense, Paulo Bernardo se mostrou insatisfeito com a participação de Curitiba durante a Copa do Mundo de 2014, ficando abaixo das expectativas, sendo apenas quatro jogos na primeira fase. "Perdemos tempo no planejamento", avaliou. Quanto ao dinheiro público, o ministro garantiu que empresas privadas não receberão verba do governo para construir ou reformar estádios. "Não vamos dar dinheiro, mas poderá ser emprestado às empresas com juros razoáveis", concluiu.
Fonte: Rádio Cultura AM (www.radioculturafoz.com.br)
Editor: Liliane Dias
Repórter: Dante Quadra


