Em assembleia realizada na manhã de ontem na sede da Associação Empresarial de Brusque, o Grupo de Proteção à Infância e Adolescência (Grupia) apresentou um manifesto da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) a ação do órgão brusquense contra a ideologia de gênero. De acordo com o Grupia, a direção da Fiesc encaminhou documento de apoio às ações do órgão quanto ao tema, bem como o posicionamento à Assembleia Legislativa de Santa Catarina e ao próprio Congresso Nacional.
A principal menção trata no documento é quanto ao teor do projeto de lei 5002/2013, De acordo com o Grupia, a proposta autoriza “a realização de cirurgias totais ou parciais de transexualização, inclusive as de modificação genital de crianças e adolescentes, custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nos casos em que os pais não concordarem com a mutilação dos órgãos genitais dos filhos, as crianças e os adolescentes podem recorrer a "assistência da Defensoria Pública para autorização judicial, mediante procedimento sumaríssimo”.
A assembleia desta quinta-feira foi a última do Grupia em 2015. Ela marcou, ainda, a despedida de dois integrantes e representantes de entidades que compõem o órgão: o padre Jair Rodrigues Costa, que deixa Brusque em direção a sua cidade natal, Formiga (MG), por conta de problemas de saúde, e o advogado Paulo Piva, presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que encerra mandato em 31 de dezembro.
O Grupia volta a se reunir em fevereiro de 2015, no dia 11. Na ocasião será realizado o seminário “Políticas Públicas sobre Drogas e as novas Mídias”, na Câmara Municipal de Brusque. Entre os palestrantes estarão o delegado da Polícia Federal Ildo Raimundo Rosa, presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes (ConenSC), e o policial federal Rogério Nogueira Meirelles.



