O combate à pedofilia e a prevenção à gravidez precoce dominaram os debates da assembleia do Grupo de Proteção da Infância e Adolescência (Grupia) com a participação de 35 integrantes de organizações comunitárias e do poder público. O eento aconteceu na manhã da última quinta-feira (14), no salão de reuniões da Associação Empresarial de Brusque (Acibr).
Um dos destaques foi a apresentação de um projeto denominado Amiga, que trata da prevenção à gravidez na adolescência. Voluntária da Ação Social Paroquial São Luiz Gonzaga, Daniela Cela destacou que a gravidez na adolescência figura como grave problema que atinge parcelas crescentes da população. E a relação entre esta e o abandono da escola, com as óbvias consequências para o futuro destas adolescentes e de seus filhos, é verificada cada vez mais, sendo que a ocorrência da gravidez precoce entre adolescentes de Brusque tem se mostrado crescente, gerando grande preocupação entre os pais, profissionais da saúde e os professores.
Ela Informou que o trabalho busca reduzir o atual percentual de gravidez precoce e indesejada entre adolescentes da cidade; sensibilizar pais, educadores, líderes políticos e comunidade e o grupo alvo sobre os impactos do problema da gravidez precoce para a pessoa, para a família e para o desenvolvimento da comunidade, além de abrir espaços de discussão sobre os desafios que o adolescente enfrenta com a gravidez precoce de modo a envolvê-lo com o processo decisório e identificar a necessidade de formação de pais, educadores e decisores públicos em saúde dos adolescentes e envolve-los num programa de intervenção apropriada ao problema.
Dentre as ações da proposta estão a produção de material com linguagem simplificada para que possa ser utilizado por educadores e voluntários (multiplicadores), a capacitação dos adolescentes para atuarem como promotores de saúde em escolas para que estimulem mudanças de atividade e de comportamento em seus colegas.
O presidente e a vice-presidente da Associação Brasileira Todos Contra a Pedofilia, Valdair Mauro Debus e Silvana Fontoura da Rosa, apresentaram a dramática situação de crianças abusadas sexualmente e que, na maioria das vezes, é um fato mantido em segredo, o que dificulta sua identificação. Eles informaram que o sentimento de vergonha, a dependência emocional, o fato de o abusador ser alguém próximo, da possibilidade de ele ser incriminado e submetido a penalidades legais, além da condição de provedor econômico são fatores que podem contribuir para a não revelação da situação.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, no seu artigo 18 estabelece ser dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante vexatório ou constrangedor.



