Não é verdade?...
“Deviam ter me avisado (...) não recebi cópia do relatório (...) estão equivocados (...). Assim o ex-prefeito Ciro Roza reagiu parcialmente à primeira etapa da auditoria que o Instituto de Fiscalização e Controle (IFC) realizou desde fevereiro passado em parte das contas da prefeitura de Brusque, relativas à execução orçamentária de dezembro de 2008, e da Codeb, referente ao ano passado. O IFC mostrou o relatório em público, no auditório do Senac, na noite de sexta-feira (3).
Os auditores detectaram possíveis indícios de irregularidades que chegam a mais de 43,8 milhões de reais. “Estão equivocados”, disse Ciro Roza em declaração exclusiva à rádio Araguaia na manhã de hoje (5). “Fui premiado”, comenta Roza, dizendo ainda que “terão (o IFC) que responder (pelo detectado como prejuízo) na Justiça”. O ex-prefeito garante que o Instituto “não tem legitimidade para fazer auditoria”, e que “tudo o que foi feito (pelo IFC) é irregular”.
Um dos indícios de irregularidades aponta, por exemplo, que entre 3 e 8 de janeiro de 2008 a prefeitura teria contratado equipamentos pesados (tratores, escavadeiras e similares) por R$ 6,6 milhões, para 6.255 horas/máquina de trabalho. Ainda faltavam mais de 10 meses para as chuvas de novembro.
Segundo cálculo do IFC, “seriam necessárias 118 máquinas trabalhando 9 horas/dia, durante os seis dias, para alcançar o valor pago”. Segundo Ciro Roza, “todos os serviços pagos pela Codeb, foram serviços prestados (...) eles (IFC) supõem que isso é irregular”.
Os trabalhos de análise nas ações da prefeitura de Brusque prosseguirão, pelo Instituto, com verificação nos números do setor de tributação.


