Presidente da OAB de Brusque destaca o número crescente de advogados

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Brusque, Renato Munhoz, em entrevista a Rádio Cidade destacou o crescente número de advogados inseridos no mercado. Na subseção de Brusque foram entregues 41 carteiras da OAB em 2019.
“A média é de 50 carteiras anualmente. Para nós é bastante desafiador e complexo isso porque é a profissão que mais projeta profissionais no mercado de trabalho por ano. Não há seguramente outra profissão que assim o faça, hoje, infelizmente ou felizmente nós já alcançamos mais de um milhão e cem mil advogados no Brasil, ou seja, o mundo inteiro reunido não contém a quantidade de advogados que o Brasil reúne, assim como não contem o número de universidades de direito”, afirmou ele.
Renato salientou que o número expressivo de advogados é reflexo do número de faculdades de direito que não tem a preocupação com o contexto social e sim capitalista da atividade em si. “Ela não está preocupada em entregar ao mercado de trabalho o melhor profissional e sim em fomentar o desenvolvimento de uma faculdade que possa angariar recursos financeiros para que os gestores das faculdades acabem tendo uma estabilidade financeira e é necessário que exista um freio por parte do MEC e a OAB vem lutando de forma incansável para que isso aconteça”, frisou Munhoz.
A prova da OAB
Questionado sobre a significância da prova da OAB no que se refere à filtragem dos bons profissionais, Renato é ponderado e afirma que ela deve continuar acontecendo. “É fundamental que a prova da OAB siga acontecendo e que haja uma consciência da nossa sociedade em parar de apedrejar a prova como um filtro de exclusão do profissional de direito no ambiente da advocacia e sim passar a enxergar como um filtro para melhoria da entrega daquilo que é tão caro ao profissional de direito que é o conhecimento que ele tem”.
Ele explica que existem situações peculiares, muitos se dedicam a prova em si, mas a atuação de bons ou não tão capacitados advogados será selecionado pelo mercado de trabalho. “Nós acreditamos que a prova da OAB segue sendo um filtro para que possa trazer pessoas com mais qualificação para o mundo da advocacia, porém é evidente que o estudo dedicado na prova da OAB ele acaba viabilizando a entrada no mercado de trabalho de profissionais que acabaram estudando somente para a prova e ai o mercado de trabalho acaba selecionando. Infelizmente alguns acabam se tornando vitimas, ou cobaias dessa situação, porém com o passar do tempo o mercado de trabalho acaba selecionando os bons dos não tão capacitados”, concluiu Renato.



