Quem tem mais de 20 anos de idade e assistiu muita televisão nos anos 1980 e 1990 já ouviu a famosa frase: “E agora, quem poderá nos salvar?”. Não é difícil remeter à lembrança do personagem Chapolin Colorado, sucesso da TV mexicana e brasileira nesse período. A cidade de Brusque também tem o seu, inspirado no mesmo personagem. Só que a frase que toma conta do dia a dia do Chapolin daqui é outra: “E agora, quem poderá me ajudar?”.
O Chapolin de Brusque se chama Gilmar Farias, tem 45 anos e ficou conhecido pelo trabalho de motoboy que realizou na cidade desde o início dos anos 2000. Há dois anos, no entanto, em 2015, um acidente de trânsito interrompeu a rotina do destemido herói.
“Eu estava indo trabalhar às 4h da manhã, entregar jornal, saindo no Águas Claras, e me deu um apagão nos olhos. Batei em um caminhão que estava parado e cai”, relembra ele.
O resultado foi uma perna quebrada e nove cirurgias desde então. A segunda delas ocorreu menos de um ano depois do acidente. Em casa, o curativo infeccionou e ele teve de ser hospitalizado novamente. Foram 30 dias em recuperação no Azambuja. “Fui e vim várias vezes de um hospital em Governador Celso Ramos, onde fiz outra cirurgia e faz um ano que estou com ferros na perna”, conta.
Hoje, Chapolin passa o dia todo em casa, intercalando entre a cama e um banco na entrada da residência, localizada na Rua Abraão Massaneiro, Bairro Paquetá. Além de muita dor, ele enfrenta outro problema, a dificuldade financeira. O benefício da Previdência Social é de um salário mínimo (R$ 937,00), o que quase não dá para pagar todas as contas. O super herói precisa de ajuda.
“É trancado, porque água, luz, gás, compra algum remédio e o dinheiro vai tudo. Mal sobra algum trocadinho para comida”, revela ele.
Alguns amigos e empresários conhecidos de Chapolin têm ajudado com alimentos e transporte para idas ao médico quando precisa.
Quem tiver interesse em ajudar pode entrar em contato direto com Gilmar Farias, o Chapolin, através do telefone (47) 99984-2836, ou ir pessoalmente até a casa dele, na Rua Abraão Massaneiro, no Paquetá.




