Frontalmente contrário à recriação da CPMF, o deputado federal catarinense, Rogério Peninha Mendonça (PMDB) é favorável a uma nova fonte de receitas para os cofres públicos brasileiros: a regulamentação dos chamados “jogos de azar”.
Estima-se que a volta de bingos, cassinos, jogos pela internet, jogo do bicho e caça-níqueis pode gerar arrecadação de até R$ 20 bilhões ao ano. Na década de 1940, quando foram proibidos no Brasil, os jogos empregavam 40 mil pessoas, o que representava 0,1% dos habitantes na época. Com o aumento da população, a expectativa é de que a medida possa gerar 200 mil empregos.
Peninha integra a Comissão Especial com 27 membros titulares, que foi formada na Câmara com o intuito de avaliar essa possibilidade. O deputado argumenta que “mesmo com a proibição, milhares de pessoas continuam jogando. Ou fingimos que isso simplesmente não existe, ou encaramos a situação, regularizamos e passamos a arrecadar tributos. Grande parte dos que são contrários à proposta critica com base no senso comum”, lembrou ele.
Os jogos de azar são legalizados na maior parte do mundo. Nos Estados Unidos, maior mercado de apostas do mundo, o valor movimentado com jogos no ano passado somou mais de US$ 140 bilhões, segundo dados da revista The Economist.




