Mais uma vez, as mulheres receberam salários menores que os dos homens, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostrou que, em 2014, as mulheres receberam em média 74,5% da renda dos homens, e em 2013, o número era de 73,5%.
De acordo com o PNAD, o rendimento médio dos homens de 15 anos ou mais foi de R$ 1.987. Já o das mulheres da mesma faixa etária foi de R$ 1.480. Em Roraima, a desigualdade entre rendas foi menor, e as mulheres receberam quase 89% do rendimento de trabalho dos homens. E a maior diferença entre os salários foi encontrada no Mato Grosso do Sul, onde o salário das mulheres equivaleu a 65 por cento do recebido pelos homens.
O maior crescimento da renda média dos homens aconteceu no Acre, onde os homens passaram a receber 11 por cento a mais de 2013 para 2014. De R$1.140 para R$ 1.600. Já a renda das mulheres cresceu mais no estado do Espírito Santo, de R$ 1.300 passaram para mil R$ 1.426, um aumento de quase nove por cento.
No Índice de Gini, que mede o nível de desigualdade no país, a conclusão foi que: a distribuição do rendimento médio de todos os trabalhos foi mais desigual entre os homens que entre as mulheres. Os maiores índices de centralização de renda entre homens ocupados foram encontrados no Piauí e no Distrito Federal. Os menores, em Santa Catarina e no Amapá. Além disso, a pesquisa mostrou que havia mais mulheres ocupadas sem rendimento ou recebendo apenas benefícios do que homens.



