Nas últimas semanas, tem sido grande o número de casos de captura de cobras Jararacas em Brusque e Guabiruba. Situação que tem chamado atenção e movimentado, principalmente, as equipes do Corpo de Bombeiros para recolher os animais.
A bióloga Carla Moreli, que integra a equipe do Parque Zoobotânico de Brusque, explica que a aparição frequente das cobras tem a ver com o período de temperaturas altas. Isso porque a Jararaca é um animal de sangue frio, com metabolismo baixo e que fica escondido nas matas. Durante o inverno, ela não se alimenta ou o faz muito pouco.
“Nos meses chuvosos ou de calor, ela volta para se alimentar e pegar sol. Essa é a época onde sai para comer e, depois, no inverno ficar parada de novo. Então, é muito natural que ela apareça agora”.
Outro motivo, segundo Carla, é que pode estar havendo o desaparecimento de predadores da Jararaca. Entre eles estão gaviões, gambás e até outra espécie de cobra, a coral.
“Esses indivíduos saindo de circulação causam desequilíbrio ecológico. Assim como a Jararaca tem seu papel na natureza, existem outros que predam ela. Precisamos manter o equilíbrio para que os animais continuem com número controlado na natureza”, pondera a bióloga.
O ideal é que quem se deparar com uma cobra tenah em mente que ela é peçonhenta, ou seja, venenosa. Embora nem todas sejam, mas o desconhecimento disso pode ser fatal, afirma Carla. Acionar o Corpo de Bombeiros é o caminho correto ou, no caso de quem reside em Brusque, as equipes da Fundação do Meio Ambiente (Fundema).
Segundo a bióloga, somente neste ano foram registrados 20 casos de pessoas picadas por cobras na cidade de Brusque.



