Proprietários dos populares cachorrões instalados na área central de Brusque estão indignados com a Prefeitura. Eles afirmam que receberam ordem para encerrar as atividades na noite desta terça-feira (5). A notificação foi entregue na sexta-feira (1) por fiscais da Prefeitura, acompanhados da Polícia Militar.
Marcos Antonio Melzi (45) é um deles. Ele possui uma estrutura que serve o alimento à noite na Avenida Cônsul Carlos Renaux há 22 anos e afirma que todos foram pegos de surpresa com a ordem. “Vieram com uma ordem para tirar. Deram três dias para sairmos dos pontos e ninguém mais pode trabalhar em dezembro”, disse ele à reportagem da Rádio Cidade.
Melzi e outros donos de cachorrões receberam a notificação na semana passada. O documento (ver nas fotos) é assinado pelo diretor-presidente do Instituto Brusquense de Planejamento (Ibplan), Ronaldo dos Santos, pela diretora da Secretaria da Fazenda, Nadine Dirschnabel, e pelo diretor da Secretaria da Fazenda, Luiz Matiolli.
Um mês atrás, Melzi afirma que participou de uma reunião juntamente com outros proprietários de cachorrões com os vereadores Deivis da Silva, Marcos Deichmann e Ana Helena Boos. Na ocasião, teria sido decidido que os legisladores iriam propor à Prefeitura para que desse um prazo de doze meses a eles para trabalhar da forma como estão, buscando uma forma de regularizar a situação.
“Um ano para ver o que iria fazer, se arrumariam um terreno para podermos trabalhar ou regularizar todos. Fomos pegos de surpresa. Todos que trabalham com cachorro-quente estão aqui para trabalhar. Dezembro é um mês que todo mundo trabalha mais, inclusive para pagar as contas de janeiro”, reclama ele.
O grupo alega que muitos já procuraram a Prefeitura para obter algum tipo de licença para atuar. Porém, não houve sucesso em nenhuma tentativa. É o caso de Luciana Morelli (43), que tem um ponto há três meses também na Cônsul Carlos Renaux.
“Acho que está errado, pois estamos trabalhando honestamente, atendo a um público que nem tem onde comer à noite. As opções são pequenas. Se tivesse opções melhores eles não nos procurariam”, pondera ela.
Luciana diz que acha equivocada a decisão de dar prazo de um dia útil para que todos saiam dos locais – a notificação foi entregue na noite de sexta-feira e o prazo era segunda-feira à noite.
“Tem tanta coisa em Brusque que deveria ser proibida e vão se preocupar com quem está trabalhando honestamente”, frisa ela.
Segundo o grupo que conversou com a Rádio Cidade, atualmente, em todo o município, há em torno de 100 pessoas que exercem a atividade. Marcos afirma ser estranho a informação que recebeu do diretor-presidente do Ibplan, de que eles estariam proibidos de trabalhar no mês de dezembro, mas poderiam retonrnar em janeiro.
A Rádio Cidade fez contato com a Prefeitura para falar sobre o assunto. Porém, até o final desta segunda-feira não tinha recebido retorno. A assessoria de imprensa disse que uma reunião para tratar sobre o tema será realizada nesta terça-feira.




