Os membros do Conselho Municipal de Saúde (Comusa) não sabem a força e o poder que têm nas mãos. Palavras do novo presidente do órgão, Júlio Gevaerd, eleito para mandato 2017-2021. Ele foi escolhido na eleição que compôs o novo colegiado do Comusa no último dia 31 de outubro.
Segundo Gevaerd, a atuação do órgão, quase parada, no decorrer dos últimos anos se deve a isso. Os conselheiros têm poder de interferir diretamente nas ações da Secretaria Municipal da Saúde, já que o órgão é deliberativo.
“Se a secretaria quiser construir um prédio, mesmo que o dinheiro seja do governo federal, por exemplo, e venha com esse único fim, mas falte recurso para manter aberto o hospital de Azambuja, o Comusa tem poder de vetar”, exemplificou ele.
Esse será o principal desafio do mandato que inicia agora, aponta Gevaerd, de despertar essa consciência por parte dos demais membros. Conhecido por ser polêmico nas reuniões do órgão, ele afirma que se isso for conseguido, os rumos da saúde tendem a ser outros.
O novo presidente afirma que a saúde avançou significativamente ao longo dos anos em termos de tecnologia. Porém, ao atendimento tem sido o grande percalço não apenas de Brusque, mas de todos os municípios país a fora.
Gevaerd também comentou sobre a situação dos médicos que não batiam ponto na Prefeitura e davam expediente em seus consultórios particulares, através de um acordo que passou por vários governos. Na avaliação dele, essa medida prejudica o atendimento à população, pois os profissionais voltam a dar expediente nas unidades básicas de saúde e na Policlínica, mas perde-se dois profissionais para serviços específicos.
“Um dele me disse que não vai mais atender. Fará o expediente na UBS e na policlínica e nada mais. Quem vai fazer os procedimentos que eram feitos por eles em seus consultórios como forma de compensar o horário?”, questionou ele.



