Solução por um lado, transtorno, ainda que momentâneo, de outro. Ao mesmo tempo em que promete resolver o problema de abastecimento de água não apenas no bairro, mas em boa parte da cidade, a obra da Estação da Cristalina, em Brusque, está tirando o sono de a paciência de moradores. Não exatamente a obra, mas o barro que tem ficado espalhado pelas ruas.
Que o diga o empresário Cleber Mota, que também reside na região. Ficar com as janelas e portas abertas quando faz muito sol, nem pensar. Tudo porque a poeira rola à solta e vai tomando conta de tudo. O motivo: caminhões que retiram o barro do terreno em que será construída a ETA deixam cair pelo trajeto.
“Já ligamos para o pessoal da Fundema (Fundação Municipal do Meio Ambiente), da Samae, da Pedra Forte, que é a empresa que está efetuando esse trabalho. Um joga para o outro em relação a essa limpeza”, pontua ele.
Na frente da empresa dele é possível ver os sinais. As marcas da terra que se espalhou com a passagem dos caminhões é visível. Ameniza um pouco quando chove, se transformando em barro. Mas este é o menor dos problemas, afirma o empresário.
“A lama não é tanto o problema. O problema é a poeira. Sei que estão fazendo o trabalho deles, mas estão gerando prejuízos para terceiros”, complementa.
Durante a semana é correria devido ao trabalho. Nos finais de semana, em que se poderia descansar, a ação é de limpeza de calçadas, portas, janelas e até de lavar muitas roupas sujas da poeira. É o que afirma a também empresária Marlete Hodecker.
“Sem contar ao asfalto, que está se quebrando tudo. Tem parte que não da nem para entra nas garagens de casa porque está tudo quebrado. Está todo mundo apavorado. Tem muita sujeira”, fria ela.
O que diz o Samae
Procurado pela reportagem o Serviço Autônomo Municipal de Águas e Esgoto (Samae) emitiu um comunicado, assinado pelo presidente da autarquia, Luciano Cargo. No documento, ele coloca que o órgão entende o descontentamento da população com a situação que se refere à retirada de barro do local.
No entanto, alega que, desde o começo, o Samae, vem tomando cuidados a logística da obra para minimizar os impactos para a comunidade.
“Ademais, é preciso a população ter compreensão de que toda obra traz um certo transtorno em seu transcorrer. É preciso termos uma visão de longo prazo, pois estamos falando de uma ETA que vai suprir o abastecimento de Brusque em, no mínimo, 50 anos”, justifica ele.
O que diz a Fundema
A superintendente da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema), Ana Helena Boos, disse estar ciente do problema do barro espalhado pela via. No momento do contato da reportagem, ela assegurou que iria enviar uma equipe para avaliar a situação.
A reportagem não obteve contato com a empresa que retira e transporta o barro do terreno para outro nas imediações.




