Aliado político do atual governo durante boa parte do mandato, o vereador Moacir Giraldi (PT do B) tem dado sinais claros de que essa situação pode estar com os dias contados. O tom crítico à gestão de Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD) vem se intensificando nos últimos tempos e ficou mais claro na sessão desta terça-feira (3). Giraldi ressuscitou tema que foi muito corriqueiro em seus meses de mandato na gestão anterior, de Paulo Eccel (PT): saúde.
O vereador relatou caso de uma paciente que, segundo ele, buscou atendimento em uma unidade básica e saiu desapontada com uma série de problemas. A começar pela falta de profissional médico. Motivo que o fez endurecer o diálogo na direção do prefeito interino.
“Venho pedir ao prefeito atual, Roberto Prudêncio, que faça esforço, dobrado, redobrado para que consiga médicos”, disse ele, citando caso do Bairro Santa Rita, que tinha dois médicos e possui apenas um agora.
Outro problema apontado por ele é quanto à liberação de exames e outros procedimentos. “Infelizmente, a situação está ficando complicada. As pessoas estão indo nas unidades e não estão encontrando solução para seus problemas”, prosseguiu Giraldi.
Celso Emydio da Silva (PSD), líder da bancada do prefeito interino, compartilhou com o posicionamento do vereador do PT do B, dizendo que a saúde no Brasil virou um caos. Mas buscou focar as críticas na esfera federal, utilizando o programa Mais Médicos, também citado na colocação de Giraldi.
“Até hoje a gente não entende como funciona esse negócio. Eles têm um dia por semana para estudo e uma tarde de reunião de equipe. Veja o vácuo que criam nos atendimentos. Quer dizer, eles têm 80 dias por ano de folga”, frisou.
Antes de passar a outro tema, Giraldi buscou destacar que não é oposição ao governo de Prudêncio Neto.
Confira o que foi votado na sessão



