A instalação de uma empresa de tratamento de resíduos na área industrial do bairro Limeira, em Brusque, está preocupando moradores. Eles temem que o serviço que será executado lá crie mau cheiro e afete as proximidades. A empresa é uma das que conseguiu a doação de terreno da Prefeitura para atuar região.
Um dos moradores é Valdecir Pretti. Ele reside nas proximidades, abaixo da área onde será instalada a empresa e outros empreendimentos. São vários terrenos da família, que vive há muitos anos no bairro.
“O medo nosso é esse. Não sou contra abrir empresas. Dá emprego e tudo mais. A população em si se preocupa que vai dar mau cheiro”, disse ele à reportagem da Rádio Cidade.
O processo de instalação da empresa já está em execução. A estrutura começou a ser montada. Os tanques que farão o tratamento do material coletado também já ocupam espaço no imóvel.
O empresário Amilton Gamba, proprietário do empreendimento, disse que o temor dos moradores é normal, mas que nada disso será realidade. A tecnologia utilizada no processo é baseada em modelo da Alemanha e há mais de nove mil projetos semelhantes já instalados pelo mundo.
“Isso aqui foi muito bem estudado e, como já falei aqui com a comunidade, bem como para todos os órgãos, estudamos muito bem o projeto. Isso não vai ter impacto e nem odor excessivo. Vamos estar sempre vigilantes nesse quesito”, pontuou ele.
Segundo Gamba, todos os ajustes nas redondezas para impedir problemas de impacto ambiental aos moradores estão sendo tomados.
A superintendente da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Brusque (Fundema), Ana Helena Boos, disse à reportagem que o órgão ainda aguarda alguns documentos a serem encaminhados pela empresa. Sem isso, ainda não é possível se fazer uma análise mais detalhada sobre os impactos quanto ao mau cheiro temido pelos moradores.
“Está se aguardando toda a documentação para que possamos nos manifestar”, explicou ela.
A área industrial do bairro Limeira Alta teve sua aprovação em 2019, através de uma lei que delimitou o perímetro de instalação de empresas naquela região da cidade e deu amparo legal para a doação de terrenos a empresas interessadas.
Na semana passada, a Câmara de Vereadores aprovou um projeto que faz a doação a quatro delas, inclusive a citada na reportagem. Apesar de aprovado, o tema gerou embate entre vereadores, que questionaram a forma como a Prefeitura vem tratando deste processo.




